Empresário Duda fica preso em cela especial em Porto

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Justiça decidiu que o empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, conhecido como Duda Pereira, deve ficar preso em uma cela especial na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional, na região central do Tocantins. O local é reservado para presos que têm nível superior, problemas de saúde ou que estão presos por atrasos no pagamento de pensão alimentícia.

A decisão vai contra o pedido da defesa do empresário, que queria uma cela especial para ele no quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas. Durante a audiência os advogados pediram que ele respondesse em liberdade ou que fosse mandado para a prisão domiciliar. Os dois pedidos forma negados. A possibilidade de transferência para Palmas ainda vai ser analisada.

A medida foi determinada pelo juiz no começo da tarde desta segunda-feira (7), após Duda Pereira se apresentar na Delegacia de Homicídios de Palmas no final da manhã. O empresário, dono de uma rede de postos de combustíveis, ficou quatro meses foragido. Ele é suspeito de mandar matar um concorrente em Porto Nacional e de formar cartel com outros empresários de Palmas para controlar os preços dos combustíveis na capital.

Ele falou com os jornalistas na chegada à delegacia. “Eu estou me entregando porque eu acredito na Justiça e acredito que eu vou poder esclarecer todos os fatos da injustiça que estão cometendo comigo. O que eu posso afirmar a vocês é que eu sou inocente e eu vou poder provar isso na Justiça a partir de agora”, disse o empresário.

Quando foi perguntado sobre a suposta ido ao exterior, apontada pelo Ministério Público Estadual, Duda negou a viagem. “De forma alguma. Eu entreguei meu passaporte, desde o primeiro momento que eu fui denunciado eu me dispus a entregar o meu passaporte. Em momento algum eu saí do país”.

O crime

Cartel

O ex-presidente do sindicato dos postos Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, o Duda, e o empresário Benedito Neto Faria foram denunciados por supostamente estabelecer um cartel na venda de combustíveis em Palmas. Conforme investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o alinhamento de preços foi verificado entre 2009 e 2011 e continuou entre 2014 e 2015.

A denúncia foi aceita pela Justiça nesta quinta-feira (3). Segundo foi apurado, Eduardo Augusto, impôs “não só aos seus associados, mas também a todo e qualquer proprietário de posto de combustíveis, alinhamento dos preços em Palmas. Para tanto, contou com a indispensável colaboração do também denunciado Benedito Neto de Faria.”

Fonte: G1 Tocantins

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