Nomeado reitor da UFT, Bovolato diz que meta é conclusão de obras em andamento ou paralisadas

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Texto: Nielcem Fernandes

Edição: Brener Nunes

bovolato

Nomeado novo reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT) pelo presidente Michel Temer, o Dr. Luís Bovolato, disse na tarde desta segunda-feira, 11, ao Portal Gazeta do Cerrado diz que meta é a conclusão das obras que estão em andamento ou paralisadas, “vou consolidar a implantação das novas unidades do campus de Miracema e Tocantinópolis e avançar na nossa avaliação institucional. Queremos chegar a nota 5” disse.

Em meio à crise que assola o país, o novo reitor terá a missão de administrar a Universidade após o anúncio do corte de verbas feito pelo Governo Federal em cerca de 40% nas despesas com obras e 15% nos gastos de funcionamento em relação ao ano de 2016.

Questionado se há previsão para a construção de um Hospital Universitário da UFT, Bovolato afirmou que a obra depende de recurso. “Estamos aguardando algumas emendas parlamentares para viabilizar a construção do hospital. Nossa intenção é começar ainda esse ano, mas estamos dependendo da disponibilidade de recursos” explicou.

A respeito do corte de verbas feito pelo Governo Federal, que estagnou o crescimento do ensino superior público, oferecido pelas Universidades Federais no Brasil a fora, o novo reitor foi incisivo. “O corte foi prejudicial, porque impacta diretamente o funcionamento das instituições federais, comprometendo atividades da Universidade. Tanto o custeio como o capital, impacta diretamente o dia a dia da UFT. Nós começamos um planejamento antecipado para nos reorganizar a essa nova realidade. Creio que a Universidade conseguirá vencer seus compromissos até o final desse ano, mas é difícil, pois nossa capacidade de investimento está comprometida bem como a capacidade expansão e ampliação. Vamos nos esforçar ao máximo para manter o que tem”, ressaltou.

A Universidade já cortou gastos principalmente no setor de mão de obra terceirizada, dentre elas a mais afetada foi a segurança. “Fizemos um enxugamento de todos os contratos terceirizados e vamos aguardar o ano que vem. Não sei se temos margem para reduzir mais que isso, porém acho difícil. Na pior das hipóteses é manter o atual quadro e tentar otimizar os serviços por meio de ganho no desempenho e produtividade. Fizemos cortes nas áreas de vigilância, limpeza, recepção e motorista. Talvez a área que teve mais corte foi a de vigilância, pois era um contrato bem maior que os outros setores” finalizou.

 

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