Familiares pedem justiça para assassinatos de mulheres; advogado é ameaçado por médico

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(Foto: Maria José Cotrim)

Maria José Cotrim

Dezenas de familiares e amigos de mulheres assassinadas no Tocantins nos últimos meses fizeram uma mobilização na frente do Tribunal de Justiça. Eles cobram que os assassinos sejam punidos.

Com faixas e banners pedindo justiça o grupo quer medidas efetivas para colocar os assassinos na cadeia.

Vários casos chocaram a sociedade como a morte da professora Daniela acontecido em dezembro do ano passado. O advogado da família disse que a mãe dela foi ameaçada pelo suspeito do assassinato, o médico Alan.

A deputada Luana Ribeiro acompanhou o ato e também cobrou mais ação por parte do poder judiciário.

Em entrevista à Gazeta, a mãe de Heidy Aires, assassinada pelo marido, conta que até agora não teve justiça. “ a gente sofre tanto é eles ficam rindo da gente, dizendo que não vai dar em nada. É muito triste”, desabafa.

A senhora ainda conta que o responsável pela morrer de Heidy ainda está solto e com a guarda dos filhos. “Até agora nenhuma solução, ele tá solto, passeando, vai aonde que, rindo da nossa cara. A gente fica de mãos atadas com uma impunidade dessa. Ele matou ela é levou as crianças. Para ver elas tive que entrar na justiça. O juiz me deu o direito de ver eles de 15 em 15 dias, pego no sábado e devolvo no domingo”, conta entristecida.

O advogado da família de Danielle Grohs, Edson Alecrim, também falou com a Gazeta. Ele afirma que a família de Danielle clama por justiça. “A família luta para que ele não fique com uma tornozeleira na casa onde ele matou Danielle. Ele invadiu, lógico que a casa estava no nome dele e de Danielle, mas invadiu, quebrou o cadeado e entrou. É um absurdo. A mãe de Danielle está com medo, ele sabe onde ela mora. Tem medo dele mandar alguém para matá-la”, conta Edson.

O advogado revela que foi ameaçado de morte duas ou três vezes por Álvaro. “Eu não tenho medo dele, e de homem nenhum. É vergonhoso o judiciário soltar um assassino desse no dia da mulher, destaca.

“Tenho aqui um documento da Polícia Civil, solicitando ao Ministério Público a Prisão preventiva do Álvaro. Aquele laudo para mim é mentiroso”, conta.

Edson diz que o laudo foi feito por um médico amigo de Álvaro. “O laudo diz que Álvaro tava doente e idoso para ficar preso. Mas, para matar a Danielle, ele não tava doente, nem idoso. Quantos doentes e idosos têm na cadeia? Só por que ele é médico?”, finaliza revoltado.

Familiares pedem justiça para assassinatos de mulheres; advogado é ameaçado por médico
(Foto: Maria José Cotrim)

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