Transição: Corte poderá atingir de 6 a 8 mil contratos e comissionados; centenas de PMs devem voltar para policiamento

(Foto: Marco Aurélio Jacob/Gazeta do Cerrado)

Maria José Cotrim

Nos bastidores ronda a informação que o presidente da Assembleia, Mauro Carlesse, e sua equipe já tem um diagnóstico de como será o enxugamento da máquina pública estadual de contratos e comissionados.

Nossa equipe apurou que as exonerações serão de 6 mil podendo chegar a 8 mil servidores. “Onde tiver excesso vamos cortar”, disse um dos aliados de Carlesse do primeiro escalão. Há alguns casos, segundo a equipe de Carlesse e até outros políticos chegaram a dizer, de ter por exemplo, 23 motoristas lotados no Hospital de Augustinópolis sendo que só há duas ambulâncias.

As exonerações, segundo Carlesse, não vão atingir onde há necessidade dos servidores para não parar a máquina pública. A intenção é reenquadrar o Estado na Lei de responsabilidade fiscal e além disso investir o dinheiro na Saúde para zerar a fila de cirurgias, uma das prioridades de Mauro.

“Precisamos reduzir em pelo menos 30% por cento o custo da folha. Mas isto não significa demissões em massa, pois vamos realizar um estudo aprofundado da situação e depois tomar as medidas necessárias”, afirmou.

Outra questão: a cessão de policiais militares para órgãos e poderes. Atualmente são mais de 500 e Carlesse pretende devolve-los ao Comando para que integrem operações e ações ostensivas melhorando assim o policiamento é reforçando inclusive a segurança nas escolas. A maioria dos militares nesta condição está no Palácio Araguaia, no Detran, no Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa do Tocantins, segundo os dados da equipe de Carlesse.

Outro ponto relacionado ao retorno de Carlesse é a confirmação se ele será candidato na suplementar ou não. “Só serei candidato se tiver estabilidade”, declarou Carlesse hoje a seus aliados. Ele condiciona uma suposta candidatura à situação do Estado neste momento.

Carlesse quer fazer o mutirão de cirurgias para zerar a fila de mais de 5 mil pessoas esperando já anos, reforçar a segurança pública com mais policiais na rua e atacar de frente os problemas mais urgentes.

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