Justiça determina bloqueio milionário de bens de prefeita de Brejinho e mais dois

Prefeita de Brejinho de Nazaré, Miyuki Hyashida - Reprodução Google Imagens

Lucas Eurilio/Repórter Gazeta do Cerrado

Matéria atualizada em 19/09/2018 às 18h50

A prefeita de Brejinho de Nazaré, Miyuky Hyashida (PSB), Carlos Roberto Cesar Nogueira, proprietário da empresa CRC Transportadora Eirelle ME e Claúdia Marisa Tassa, tiveram bens bloqueados no valor de R$ 1.102.500 milhão devido a uma suspeita de improbidade administrativa. A Justiça autorizou o bloqueio nesta quarta-feira, 19.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o atual vice-prefeito, João Alves Guimarães Neto, relatou que a prefeita havia contratado uma empresa que estaria no nome de um dos funcionários de sua fazenda, conhecido como Negão.

Neto teria dito ainda que a empresa havia ganhado diversas licitações para reforma de escolas e locação de caminhões.

Procurado pela Gazeta do Cerrado, o vice-prefeito afirmou que a prefeitura está a “Deus dará” (sic) e que já havia informado a prefeita sobre a situação.

“Eu falei pra ela como estava a situação. E não tem apenas esse processo não, tem processo contra desvio de combustível também e outros. Parece que ela acredita é na impunidade. Ela está desse jeito porque ela quis. A prefeita nem fica na Prefeitura, está sendo tocada por qualquer um”, disse à Gazeta.

Durante as investigações, foi apurado pelo Ministério uma fraude no pregão 003/2017 que contratou uma empresa  que na época que havia sido transferida recentemente para o nome do motorista particular da gestora.

“O PREGÃO 003/2017 foi fraudado e direcionado para a contratação da empresa recém transferida para o nome de Carlos Roberto, o motorista particular e motorista da campanha eleitoral de Miyuki, tratando-se de licitação e contrato inválidos para beneficiar pessoa de confiança da prefeita, o que causa lesão ao erário e viola vários princípios constitucionais da administração pública, como moralidade, legalidade, impessoalidade, relevando patente improbidade administrativa”, diz a decisão.

Junto ao valor bloqueado, está adicionado também uma multa civil de até duas vezes a mais do que o prejuízo causado ao erário,  além de recompor o patrimônio público.

A decisão liminar foi dada pelo juiz substituto, Valdemir Braga de Aquino Mendonça, da 1ª Vara Cível de Porto Nacional e após a notificação, os acusados têm até 15 dias para apresentar a defesa.  

Nossa equipe entrou em contato com a prefeita de Brejinho de Nazaré. Em nota Miyuki Hyashida esclareceu que ainda não foi notificada da liminar. Ressaltou também que logo que for notificada, tomará as providências cabíveis para esclarecimento de todos os fatos.

Veja aqui a decisão.

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