Professores da rede estadual de Goiás protestam contra atraso no pagamento do salário

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Foto: Vitor Santana/ G1

Nesta sexta-feira, 11, professores da rede estadual de Goiás realizam uma protesto contra o atraso no pagamento do salário de dezembro. O Governo pagou apenas a folha de servidores de sete órgãos, ficando de fora arte dos funcionários e ainda não há previsão de quando repasse irá ocorrer.

A organização do protesto calcula que 200 professores participam do ato. A manifestação começou por volta das 9h, em frente à Secretaria Estadual de Educação, Esporte e Cultura (Seduce), no Setor Oeste. Em seguida, os servidores entraram no prédio.

O professor Sérgio Inácio leciona em Anápolis e participa do ato em Goiânia. “Desde que o governador Ronaldo Caiado entrou, nenhuma das falas me convenceram. Precisa-se mais números, mais dados, fundamentação para explicar que não tem recurso. Algumas categorias receberam e outras não. Não temos condições de voltar a trabalhar. Não tem alimentação, combustível. Sem salários, não tem como existir”, disse.

Pagamento para minoria

A Secretaria da Fazenda informou, em nota, que o pagamento de parte dos servidores na quinta-feira (10) só foi possível porque as folhas deles foram empenhadas pelo governo anterior, no Orçamento Estadual de 2018, o que não ocorreu com as demais. Isto, segundo a pasta, “impede o governo estadual de quitá-las no momento”.

Houve a liberação de R$ 255 milhões a servidores dos seguintes órgãos:

  • Tribunal de Justiça
  • Ministério Público Estadual
  • Tribunal de Contas do Estado
  • Tribunal de Contas dos Municípios
  • Assembleia Legislativa
  • Defensoria Estadual
  • Secretaria da Saúde

Em nota, o ex-governador, José Eliton (PSDB), alegou que, “a qualquer momento, o empenho da folha pode ser feito sem prejuízos à administração pública”. Ele completou que o “novo governo conta com recursos financeiros e instrumentos orçamentários suficientes para pagar a folha de dezembro do funcionalismo público estadual”. O político afirmou ainda, no texto, que “não há impedimento legal ou orçamentário” para fazer os pagamentos.

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