Aprovados no Concurso da Polícia civil alegam que com exonerações e aposentadorias governo tem condições de chamá-los

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Concurso público - Divulgação

 

A Comissão de Aprovados no Concurso da Polícia Civil encaminhou nota sobre a convocação dos que estão aguardando chamada por parte do governo.

Segundo a comissão, No ano de 2018 e início de 2019 o governo aposentou nove peritos criminais, 13 agentes, cinco escrivães, quatro delegados e um papiloscopista. Entre aposentadorias e exonerações a desoneração da folha de pagamento do governo estadual soma um total de R$725.038,84, segundo levantamento feito pela Comissão de Candidatos Aprovados no certame da Polícia Civil.

O panorama mostra que, com as aposentadorias, exonerações e desistências para nomear os então 77 aprovados que tem intenção de tomar posse, o Estado desembolsaria o total de R$689.291,50, o que representaria, de fato, uma economia de R$ 35.747,34. Deste total, R$166.925,25 seria destinado apenas para o pagamento dos proventos dos candidatos que não irão entrar para o quadro da secretaria.

“Os números contrariam o discurso do governo de que não há dinheiro em caixa para nomeação dos aprovados. Quatro anos e meio depois e com o certame vencendo no mês de março próximo a administração segue protelando a convocação total dos aprovados sem apresentar um cronograma de nomeações e sem responder com precisão uma data para a nomeação”, diz a comissão.

Para o candidato aprovado para o cargo de perito criminal, Luiza Taina dos Reis Mota os números são claros e deveriam ser suficientes para o governo convocar quem ainda aguarda. “Com as aposentadorias e todo mundo que acabou desistindo do certame porque passou em outra prova ou não quis esperar, sabemos que a conta fecha e o Estado ainda economiza recursos. Não há justificativa plausível para a não convocação dos aprovados por parte do governo e já passou da hora da administração levar esse concurso a sério”.

Ainda na opinião do aprovado, esperar por quase cinco anos para concretizar a nomeação, direito conquistado por Luiza quando conseguiu a vaga, é desanimador. “É muito difícil esperar por tanto tempo um emprego. Atualmente não existe muita expectativa de trabalho fixo, já que a crise afeta todos os setores. A esperança de assumir um concurso público é a chance que temos de ter estabilidade financeira e ainda assim prestar um serviço que toda a população necessita, que é o de policial civil. Tenho certeza de que a frustração não é apenas minha, mas de toda a sociedade”, pontua Luiza.

Concurso

Mais de 60 candidatos remanescentes do concurso da Polícia Civil foram nomeados em junho. O ato foi publicado no Diário Oficial do dia 28 de maio, com efeitos a partir daquela data. Com isso, 12 peritos, 22 delegados e 26 escrivães passaram a integrar o quadro da Segurança Pública do Estado.

Porém, mesmo com a nomeação por parte do governador Mauro Carlesse, o quantitativo de candidatos que tomam posse representa apenas um terço dos remanescentes que aguardam a convocação. Somando os cargos ainda ficam no aguardo 95 candidatos.

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