Para Sindicato, punição a delegados é injusta

Ibanez Ayres, Presidente em exercício do Sindepol - TO - Divulgação

Uma nota divulgada pelo Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Tocantins (Sindepol-TO), nesta quarta-feira, 15, diz que a entidade se mostra preocupada com a punição imposta pela corregedoria da Polícia Civil aos delegados responsáveis pelas primeiras fases da Operação Catarse, que investiga a existência de funcionários fantasmas no Governo do Estado.

A portaria suspendendo os delegados Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte, foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última segunda-feira, 13.

Confira a nota na íntegra do Sindepol

O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins (Sindepol/TO) vem por meio de nota manifestar preocupação em relação a punição imposta pela corregedoria da Polícia Civil aos Delegados Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte.

Os Delegados foram submetidos a procedimento instaurado com suspensão publicada no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira (13), mas com data retroativa e segunda nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP) o procedimento foi instaurado para apurar a conduta dos Delegados, que, segundo eles em dezembro de 2018, teriam formalizado ameaça de prisão ao delegado-geral da Polícia Civil, Rossílio de Souza Correia.

Sendo este enviado ao judiciário. Depois de analisar os fatos, o Ministério Público manifestou pelo arquivamento do feito por falta de justa causa, o que foi acatado pelo judiciário.

Ainda assim a Corregedoria proferiu decisão de punição aos Delegados Wanderson e Gregory. Tal decisão foi prolatada um dia após o judiciário deliberar pelo arquivamento do procedimento instaurado na Corregedoria da Polícia.

Desse modo, esta punição é injusta, uma vez que o judiciário não vislumbrou crimes nos fatos alegados e investigados em procedimento manejado pela própria Corregedoria. Razão pela qual não assiste ao ato da Corregedoria que puniu os Delegados, pois o Poder Judiciário decidiu acatar parecer do Ministério Público opinando pelo arquivamento do feito.

O Sindepol/TO continua acompanhando a situação e prestará auxílio, por meio de sua assessoria jurídica, aos Delegados sindicalizados Wanderson e Gregory.

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