“8 ou 80”: Decisão de disputar suplementares pode gerar cenários extremos para Kátia Abreu

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 19/04/2018

Última atualização em 26/08/2019 12:51

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Análise Gazeta do Cerrado

A pré-candidata ao Governo do Estado, senadora Kátia Abreu (PDT), deve tomar nos próximos dias uma decisão muito difícil em relação ao processo de eleição suplementar, que ocorrerá no dia 03 de junho.

Como possui uma cadeira no Senado Federal, e viesse a ser eleita nesta 1ª eleição, Kátia teria que deixar os quatros anos restantes que possui no Legislativo para assumir a Gestão Estadual. A única certeza – na hipótese de uma vitória – é a de um mandato de no máximo sete meses (junho/julho a dezembro).

(Foto: Marco Auréilo Jacob)

Caso se candidate à reeleição em outubro há ainda a possibilidade de derrota. Portanto, Kátia poderia ficar sem mandato em 2019. Situação bem diferente se fosse candidata apenas em outubro. Neste cenário não haveria perda eletiva significativa: se viesse a perder manteria sua vaga no Senado; se ganhasse, assumiria o Governo do Estado.

Tal observação é feita, deixando de lado a avaliação do desgaste causado por uma possível derrota na eleição suplementar. Também não foi levado em consideração a questão de filiação da senadora ao PDT, ocorrida no início de abril, que deverá ser avaliada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO).

Já os senadores Vicentinho Alves (PR) e Ataídes Oliveria (PSDB) encerram suas respectivas legislaturas em dezembro. Portanto, não teriam perdas eletivas significativas, como Kátia, caso se candidatem agora.

A Lei diz que Governadores que quiserem disputar a reeleição não precisam se afastar do cargo. Entretanto, se um chefe do Executivo disputar a eleição para um cargo diferente do ocupado, precisará renunciar ao cargo até seis meses antes da eleição

Carlesse (PHS)

O governador interino, deputado estadual Mauro Carlesse (PHS), também tem uma decisão difícil para ser tomada. Na hipótese de sair candidato ao Governo na suplementar, o parlamentar pode ter dificuldades no processo eleitoral. Um dos mais prováveis é o desgaste que pode ser causado por uma derrota. Caso ganhe na suplementar ele terá que renunciar ao mandato de deputado para assumir e sendo assim em outubro pode disputar apenas a reeleição.

Carlesse já disse que só vai disputar se houver estabilidade administrativa no Tocantins.

(Foto: Brener Nunes/Gazeta do Cerrado)

Amastha (PSB)

Já a candidatura do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) possui dúvidas devido aos prazos de desincompatibilização eleitoral. Ficará a cargo do TRE-TO decidir se ele poderá fazer parte do processo suplementar ou não. A defesa dele diz ter certeza que o pré-candidato está totalmente apto.

Carlos Amastha (Foto: Maria José Cotrim)

Marlon Reis (REDE) e o deputado Osires Damaso (PSC), não possuem empecilhos políticos ou eleitorais significativos que possam impedir suas candidaturas.

 

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