Caderneta vazia! Sem auxílio, saques da poupança batem recorde no 1º trimestre

Por Gazeta do Cerrado | 08/04/2021

Última atualização em 08/04/2021 06:58

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Dinheiro – Foto: Edu Fortes

Os saques das cadernetas de poupança superaram os depósitos em R$ 3,524 bilhões em março deste ano, informou nessa quarta-feira, 7, o Banco Central.

De acordo com a instituição, os saques da poupança somaram R$ 321,174 bilhões no mês passado, enquanto os depósitos totalizaram R$ 317,650 bilhões.

Foi o terceiro mês seguido em que a retirada de recursos da poupança superou os depósitos. O volume foi menor que o de janeiro e fevereiro, quando, respectivamente, R$ 18 bilhões e R$ 5,8 bilhões deixaram a modalidade de investimentos.

Considerando-se apenas meses de março, porém, o resultado de 2021 foi a maior saída líquida de valores da caderneta de poupança desde 2017, ou seja, em quatro anos. Naquele mês, R$ 4,996 bilhões deixaram a caderneta de poupança.

Primeiro trimestre

 

No primeiro trimestre deste ano, segundo o BC, a saída líquida de recursos da poupança, ou seja, acima dos valores depositados,somou R$ 27,541 bilhões — novo recorde histórico.

Até então, a maior retirada de recursos, para esse período, havia sido registrada em 2016 (R$ 24,050 bilhões). A série histórica do Banco Central começa em 1995.

A evasão de recursos da caderneta de poupança coincide com os maiores gastos no início de cada ano com, entre outros, material escolar e pagamentos de tributos como o IPVA e o IPTU, além de parcelas remanescentes das compras de Natal.

Além disso, o governo deixou de pagar em dezembro o auxílio emergencial a trabalhadores informais que tiveram renda afetada pela pandemia. Os pagamentos foram retomados neste mês de abril.

Números oficiais mostram que a poupança atraiu um volume recorde de recursos em 2020, quando o auxílio emergencial foi pago em nove parcelas, entre abril e dezembro de 2020. As cinco primeiras parcelas foram de R$ 600, entre abril e agosto de 2020, e as quatro últimas de R$ 300.

Volume total de recursos

 

Com a saída de recursos da poupança no mês passado, o estoque dos valores depositados – ou seja, o volume total aplicado nessa modalidade – registrou queda.

Em dezembro do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 1,035 trilhão, passando para R$ 1,014 trilhão em fevereiro deste ano e para R$ 1,013 trilhão em março.

Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em março deste ano, os rendimentos somaram R$ 1,743 bilhão.

Rendimento da poupança

 

Com o juro básico da economia em 2,75% ao ano, a caderneta de poupança continua rendendo pouco, assim como outros investimentos em renda fixa – fundos de investimentos e CDB’s, por exemplo.

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic + Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com a taxa Selic nos 2,75% anuais, a remuneração da poupança está hoje em 1,925% ao ano, mais Taxa Referencial. Em 2020, a poupança perdeu para a inflação e registrou a pior rentabilidade em 18 anos.

Entre as opções para os investidores, está o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos.

Uma alternativa para os investidores conseguirem uma remuneração mais alta é a renda variável, ou seja, a bolsa de valores. Nesse caso, porém, o risco assumido é maior, pois pode haver perda de recursos. Ouro, prata e outras moedas também têm atraído a atenção de investidores.

Fonte: G1

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