Cineasta que retratou Dona Raimunda em documentário diz que vai se dedicar para que história da líder não seja apagada

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 07/11/2018

Última atualização em 26/08/2019 13:11

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Maria José Cotrim

O cineasta Marcelo Silva lamentou a morte da Dona Raimunda, Quebradeira. Ele que fez um curta mostrando a luta das mulheres no Bico e exaltando a representatividade dela como líder.

A partir do curta, Dona Raimunda ficou mais conhecida ainda e ganhou varios prêmios e Diplomas de reconhecimento social.

“O Tocantins deve muito a dona Raimunda e eu devo a ela muito da minha vida profissional. Dona Raimunda me fez uma pessoa melhor. Foi amiga e mãe. Nunca nos afastamos. A conheci durante uma enchente no Bico em 1991.

Sempre a admirei. Nunca perdemos o contato. Morreu ao lado do seu povo. Lutando até o último dia da sua vida. Vou me dedicar para que sua história não seja apagada”, disse Marcelinho em entrevista à Gazeta na noite desta quarta consternado pela morte da líder.

Sobre o documentário:

Cineasta Marcelo Silva – Divulgação

Confrontada com o problema do acesso à terra, Raimunda luta diariamente, trabalhando como quebradeira de coco, no Bico do Papagaio, norte do Tocantins.

Ao lado do padre Josimo, assassinado por homens de mão dos latifundiários, ajudou as quebradeiras a se organizarem para obter terras, conseguindo assim fazer ouvir o grito destas excluídas.

No documentário, a narrativa se baseia no primeiro raio de sol ao cair da noite na região isolada de São Miguel do Tocantis. Neste curto espaço de tempo, entre uma alvorada e o entardecer, o cineasta Marcelo Silva relata as dificuldades cotidianas das quebradeiras e também a trajetória da líder sindical personagem central da obra.

Enquanto narradora do documentário, Dona Raimunda, como é conhecida, relembra o tempo em que percorria babaçuais, com a coleta e quebra do coco. Ao ilustrar seu relato, o vídeo mostra como é, atualmente, um dia de trabalho de quebradeiras que vivem isoladas entre os pequenos povoados e as matas que lhes servem como local de trabalho.

Tempo: 52 min.

Ano: 2007. Gênero: documentário. Direção: Marcelo Silva. Coprodução: Marcelo Silva, Public Produções, TV Palmas, Fundação Padre Anchieta (TV Cultura).

Confira o documentário na íntegra:

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