Estudo mostra novo mapa da Via Láctea com ‘berçário’ de estrelas

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 08/01/2020

Última atualização em 08/01/2020 07:32

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Astrônomos da Universidade de Harvard, nos EUA, identificaram o local de nascimento de estrelas na Via Láctea a partir de um novo mapa tridimensional da galáxia. Um estudo publicado nesta terça-feira (7) pela revista “Nature” mostrou que os corpos celestes são gerados em uma grande massa gasosa vizinha ao planeta Terra.

A descoberta foi feita a partir do cruzamento de dados recolhidos pela sonda Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), com uma nova forma de representação da Via Láctea. A sonda europeia foi lançada em 2013 para medir com precisão a posição, a distância e o movimento das estrelas.

Os cientistas se depararam com uma estrutura gasosa de grandes dimensões bastante próxima à Terra. Conhecido como um “berçário das estrelas”, este é um dos maiores já encontrados. São 9.000 anos-luz de comprimento e 400 anos-luz de largura.

Anos-luz é uma unidade de medida de distância, calculada a partir do deslocamento de um corpo durante um ano na velocidade da luz (300.000 km/s).

Fotógrafo de Brasília registra Via Láctea; céu visto na Chapada dos Veadeiros — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal
Fotógrafo de Brasília registra Via Láctea; céu visto na Chapada dos Veadeiros — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal
Fotógrafo de Brasília registra Via Láctea; céu visto na Chapada dos Veadeiros — Foto: Leo Caldas/Arquivo pessoal

Escondida a olho nu

Para a astrônoma norte-americana Alyssa Goodman, uma das autoras do estudo, descobrir-se estar tão próxima a esta formação gasosa foi algo inesperado. O “berçário” recebeu o nome de Onda Radcliffe, por conta do seu formato ondular, e não circular como se especulava.

“Ficamos completamente chocados quando percebemos que a Onda Radcliffe aparentava ser de uma forma em nossas observações e depois percebemos, a partir de um modelo 3D, que era mais sinuoso”, disse em um comunicado. “Isso nos faz ter que repensar a maneira com que representamos a própria Via Láctea.

Outro dos autores do estudo, o astrônomo português João Alves, explicou que o formato das nuvens moleculares, de onde saem as estrelas, foi por muito tempo alvo de questionamentos da comunidade científica.

A Via Láctea é vista sobre o Telescópio Universitário de Varsóvia, no Observatório Las Campanas, no Chile — Foto: Jan Skowron/University of Warsaw/Divulgação via Reuters
A Via Láctea é vista sobre o Telescópio Universitário de Varsóvia, no Observatório Las Campanas, no Chile — Foto: Jan Skowron/University of Warsaw/Divulgação via Reuters

“O que observamos é que esta é a maior estrutura que conhecemos na galáxia e que ela está organizada em um filamento maciço e ondulado. Ela sempre esteve diante dos nossos olhos, mas nunca tínhamos visto até agora”, disse Alves.

O português disse que ainda não se sabe o que causa o formato ondular da massa gasosa, mas explicou que ela, assim como nós, sofre interferência do Sol: “É como se estivéssemos surfando esta onda.”

Mapa 3D

A descoberta da Onda Radcliffe foi feita a partir da utilização de um novo mapa tridimensional da galáxia, de acordo com os cientistas, esta forma de representar a galáxia pode abrir caminhos para outras descobertas.

A pesquisadora de Harvard, Catherine Zucker, contribuiu com a revisão do modelo de representação da galáxia a partir do uso de técnicas estatísticas e de computação 3D. Para ela, é uma forma de encontrar grandes estruturas não perceptíveis anteriormente pelos cientistas.

A fotografia da Via Láctea foi feita da montanha mais alta do Havaí, Mauna Kea (4.208 m), mostrando campos de lava da Ilha Grande. — Foto: Gianni Krattli/Observatório Real de Greewich
A fotografia da Via Láctea foi feita da montanha mais alta do Havaí, Mauna Kea (4.208 m), mostrando campos de lava da Ilha Grande. — Foto: Gianni Krattli/Observatório Real de Greewich
A fotografia da Via Láctea foi feita da montanha mais alta do Havaí, Mauna Kea (4.208 m), mostrando campos de lava da Ilha Grande. — Foto: Gianni Krattli/Observatório Real de Greewich

“Suspeitamos que possa haver estruturas maiores que simplesmente não conseguimos contextualizar”, disse Zucker em um comunicado. “Para criar um mapa preciso de nossa vizinhança solar, combinamos observações de telescópios espaciais com astroestatística, visualização de dados e simulações numéricas.”

Com o trabalho da pesquisadora, foi possível compilar em um catálogo as distâncias precisas deste “berçário” de estrelas: “Agora, podemos literalmente ver a Via Láctea com novos olhos”, disse Zucker.

Fonte: G1

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