Exumação de corpo desvenda morte de funcionário público no interior do TO

Por Gazeta do Cerrado | 30/10/2020

Última atualização em 30/10/2020 18:49

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Um caso aparentemente de morte natural, ocorrido no mês de junho de 2020, na cidade de Rio dos Bois, e que vitimou o funcionário público Josivam Alves Fidélis, de 28 anos, teve um desfecho surpreendente. Por meio da 66ª Delegacia de Miranorte, a Polícia Civil efetuou nesta quinta-feira, 29, a prisão de um indivíduo de 34 anos, conhecido pelo apelido de “Calango”, que é apontado como sendo o autor do homicídio de Josivan.

Enterrado sem qualquer tipo de procedimento legal

Conforme o delegado, Pedro Henrique Félix Bernardes,  o fato despertou suspeitas de que pudesse se tratar de um crime e não de morte natural, como foi registrado no Boletim de Ocorrência. “Desde o registro do BO, me causou muita estranheza o fato de o corpo ter sido enterrado sem qualquer tipo de procedimento legal, ou seja, não houve atestado de óbito, acionamento do SAMU, Perícia, tampouco o IML foi notificado para fazer o recolhimento do cadáver, sendo que dava a entender que alguém estava tentando esconder a verdadeira causa da morte da vítima, que foi enterrada poucas horas depois de sua morte”, disse o Delegado.

Investigação e exumação

A autoridade policial também relata que a versão contada por testemunhas que estavam com Josivan em uma confraternização, poucas horas antes, de que ele poderia ter morrido em decorrência do consumo excessivo de bebida alcoólica e também por ser portador de algumas comorbidades, não convenceram a Polícia Civil. Dessa maneira, com o aprofundamento das investigações e visando esclarecer as verdadeiras causas da morte, no dia 7 de julho de 2020, uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) e do Instituto de Criminalística, juntamente com policiais civis da 66ª DP, foram até o cemitério da cidade, onde houve a exumação do corpo de Josivan.

De acordo com os laudos produzidos pelos órgãos, havia claros sinais de que a vítima tinha sido assassinada por esganadura, como mostraram marcas ainda presentes em seu pescoço. Com base nos documentos oficiais, a Polícia Civil intensificou as investigações e passou a tratar o caso como homicídio e, após ouvir testemunhas e coletar mais evidências, ficou comprovado que, de fato, Josivan havia sido assassinado por Calango, em uma confraternização em que ambos participavam.

Assassinato e estupro

Vale ressaltar que autor e vítima trabalhavam juntos como garis na prefeitura de Rio dos Bois, e no dia do crime, houve uma festa, onde havia o consumo de bebidas e também de drogas, na casa de Calango e que Josivan também estava participando do evento. No entanto, a vítima devia R$ 50 reais ao suspeito e, em determinado momento, Calango passou a cobrar Josivan, momento em que se excedeu e passou a golpear a cabeça da vítima com uma garrafa pet cheia de água congelada. Logo em seguida, Calango teria esganado Josivam com as próprias mãos e, logo após teria estuprado a vítima ainda em vida”, ressaltou o Delegado.

Suspeito ajuda na exumação

Ainda segundo o delegado, no dia da exumação, um detalhe chamou a atenção dos policiais civis e peritos. “Ocorre que para a realização dos trabalhos de retirada do corpo da sepultura e proceder à exumação, uma equipe da Prefeitura da cidade foi acionada para prestar apoio a Polícia Civil e como Calango também no órgão, ele também compareceu ao cemitério e ajudou na ação”, disse o delegado. Contudo, pelo fato de a festa ter sido realizada na casa do homem, o delegado, assim que avistou Calango o interpelou e o conduziu até a sede da 66ª DP para prestar esclarecimentos. Na ocasião, ele foi ouvido, negou participação na morte de Josivam e assim foi liberado.

Após o crime, o autor providenciou para que o corpo fosse rapidamente enterrado e não acionou nem um órgão legal para fazer a verificação da causa da morte. O caso ganhou muita repercussão na cidade, pois havia a suspeita de que morte não tivesse ocorrido de forma natural e, sendo assim, a Polícia Civil conseguiu esclarecer os fatos e prender o homem que é considerado o autor do crime, e que agora está recolhido a Cadeia Pública de Miranorte, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

O delegado Pedro Henrique também ressaltou que o homem será indiciado formalmente pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil e também por estupro de vulnerável. “Importante frisar que o indiciamento pelo crime de estupro de vulnerável se deu em virtude do fato de que a vítima, Josivan, estava em completo estado de embriaguez e, portanto, não teve como oferecer nenhum tipo de resistência”, ressaltou a autoridade policial.

Foto: Dennis Tavares – Dicom SSP TO

 

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