Fumaça de queimadas na Amazônia e em países vizinhos chega aos céus do Sul e do Sudeste do Brasil

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 20/09/2019

Última atualização em 20/09/2019 07:25

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Os ventos úmidos que sopram da Amazônia para as regiões Sul e Sudeste trouxeram fumaça de queimadas para diversas cidades de São Paulo e Paraná. A fumaça é oriunda de focos de fogo no Cerrado e na Amazônia, mas também de países vizinhos como Bolívia, Peru e Paraguai. O fenômeno foi verificado na quarta-feira (18) e chegou à cidade de São Paulo nesta quinta-feira (19).

As imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a fumaça, que encobriu diversas cidades de São Paulo e Paraná nesta quinta-feira, se deslocou de regiões da Bolívia, Paraguai e dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os satélites do Programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia, mostram altas concentrações de aerosol, indicativo de fumaça de queimadas, chegando a áreas do Sul e do Sudeste às 19h desta quinta-feira.

Imagem de satélite mostra alta concentração de aerosol, que demonstra o transporte de fumaça de queimadas pelos ventos que vem da Amazônia e de países como Bolívia e Paraguai. — Foto: Reprodução/Copernicus

Imagem de satélite mostra alta concentração de aerosol, que demonstra o transporte de fumaça de queimadas pelos ventos que vem da Amazônia e de países como Bolívia e Paraguai. — Foto: Reprodução/Copernicus

“É 100% certo que essa fumaça vem das queimadas”, afirma Alberto Setzer, coordenador do programa de monitoramento de queimadas do Inpe. “A fumaça aqui no Sudeste do país inclui fontes no Cerrado, Amazônia, Bolívia, Peru e Paraguai”, explica.

Imagem de satélite desta quarta-feira (19) mostra fumaça encobrindo parte da Bolívia, Paraguai e Mato Grosso do Sul. — Foto: Reprodução/Inpe

Imagem de satélite desta quarta-feira (19) mostra fumaça encobrindo parte da Bolívia, Paraguai e Mato Grosso do Sul. — Foto: Reprodução/Inpe

A alta concentração de monóxido de carbono (CO) no ar também demonstra o transporte de fumaça pelos ventos. Segundo o mapa da ferramenta Windy.com, a alta concentração de CO chegou até a capital paulista.

Mapa mostra ventos que levam monóxido de carbono para São Paulo e norte do Paraná. — Foto: Reprodução/Windy.com

Mapa mostra ventos que levam monóxido de carbono para São Paulo e norte do Paraná. — Foto: Reprodução/Windy.com

Segundo meteorologistas, o estado de São Paulo está sob influência de uma frente fria, que trouxe chuvas, enquanto a região Centro-Oeste permanece com baixa umidade.

“Grande parte da região central do Brasil está com predomínio de névoa seca, que é composta por poeira seca e fumaça em suspensão. Isso ocorre ainda nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins”, afirma Francisco de Assis, meteorologista do Inmet.

“Essa condição de névoa seca já vem de muitos dias e é por conta da seca, que trouxe níveis de umidade muito baixos”, explica Assis. Na terça-feira (17) algumas cidades da região registraram índices de umidade abaixo de 10%.

Segundo Assis, os ventos úmidos vindos da Amazônia estão soprando em direção ao Sul e Sudeste, e passando por essa região de névoa seca no Centro-Oeste. Eles podem transportar as partículas da névoa seca para outras regiões. Nos estados de São Paulo e Paraná esses ventos encontram uma frente fria que está causando chuvas na região.

Em agosto, dia virou noite em SP

No dia 19 de agosto a cidade de São Paulo começou a tarde com o céu encoberto por nuvens e o “dia virou noite”. Diversos posts nas redes sociais mostravam fotos da névoa escura. O fenômeno estava relacionado à chegada de uma frente fria e também de partículas oriundas da fumaça produzida em queimadas.

A fumaça das queimadas atingiu as nuvens de chuva que já estavam sobre a cidade na segunda-feira. A fuligem, que viaja a uma altura maior do que o material particulado proveniente da poluição comum, foi então absorvida pela nuvem – dando origem à chuva “preta”, segundo Theotonio Pauliquevis, físico e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“As nuvens de chuva ficam de 1,5 km a 10 km do solo. Quando a poluição parte do nível de superfície e vem de carros ou fábricas, ela fica presa embaixo das nuvens, formando uma camada visível, mais escura, no horizonte”, explica. “Aí, quando a água cai, ela bate nas partículas e a enxurrada leva essa poluição comum.”

Fonte: G1

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