Passei dos 35! Ainda posso engravidar? É seguro?

Por Gazeta do Cerrado | 11/09/2020

Última atualização em 11/09/2020 18:49

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Quando falamos em gravidez tardia, o mais comum é focar todas as atenções nas mulheres. Isso porque elas já nascem com uma quantidade delimitada de óvulos (que são produzidos só uma vez na vida, ainda na barriga da mãe, por volta da sexta semana de gestação). E o próprio processo de reprodução se encarrega de descartar milhares deles ao longo dos anos: em média, uma mulher libera um óvulo por mês para ser fecundado enquanto outros mil são descartados pelo organismo, sem serem repostos.

Mas essa discussão vem se ampliando e, hoje, já é consenso que o envelhecimento dos espermatozoides também prejudica a fertilidade do casal.

Embora possa produzir milhões de novos gametas todos os dias, a partir dos 50 anos, essas células passam a apresentar problemas.Guilherme Wood, urologista especialista em reprodução humana da clínica Huntington Medicina Reprodutiva, em São Paulo.

Ou seja, assim como acontece com as mulheres, o avanço na idade do homem também contribui para a piora na qualidade das células reprodutivas. Um estudo publicado na revista Nature em 2017, por exemplo, mostrou que, quanto mais velho for o pai, maior a chance de transmitir alterações no genoma para os filhos. Em média, a cada ano, um homem acumula 1,51 nova mutação em seus gametas.

De acordo com Wood, o mais comum é o aumento na incidência de espermatozoides com DNA fragmentado ou com menos mobilidade. “Isso aumenta o risco de abortamento mesmo em mulheres abaixo dos 35 anos”, afirma o médico. Além disso, pais de idade avançada podem apresentar comorbidades (como hiperplasia da próstata) que afetam o volume de sêmen produzido, o que também influencia no processo de fecundação.

E o que fazer? Assim como as mulheres, os homens também têm a opção de congelar os espermatozoides. “O processo é muito mais simples e mais barato do que o congelamento de óvulos e o material pode ficar armazenado por anos sem perder qualidade”, diz o especialista.

ReproduçãoReprodução

Tratamentos disponíveis

Para mulheres acima de 35 anos, que “correm contra o relógio biológico” para engravidar, os especialistas consideram seis meses como o tempo máximo para tentativas naturais.

De acordo com a SBRA, atualmente, a média de idade das mulheres que buscam ajuda para engravidar gira em torno de 37 anos. Depois de investigação do casal por meio de exames, os médicos podem recomendar alguma técnica de reprodução assistida.

Entre as opções, estão:

Coito programado

Custo: cerca de R$ 1.500 (preço do medicamentos + custos médicos)
Taxa de sucesso: 10 a 12%

O coito programado é a orientação do melhor período do ciclo menstrual para o casal ter relações sexuais e conseguir a gestação. Ele pode ser em ciclo natural ou com medicamentos indutores da ovulação.

“As medicações estimulam o crescimento de mais de um folículo (o que geralmente ocorre em um ciclo natural), e o tratamento é feito com o crescimento de até 4 folículos. O desenvolvimento folicular é acompanhado por ultrassonografia transvaginal seriada e ou dosagens hormonais. O folículo com diâmetro ao redor de 20 mm, provavelmente, terá um óvulo maduro”, explica Karina Tafner, especialista em endocrinologia ginecológica e reprodução humana pelo Hospital Santa Casa de São Paulo.

Após essa etapa, alguns protocolos utilizam, ainda, uma dose de outra droga (o hormônio hCG) que será responsável por estimular a ovulação em um período de 36 a 40 horas.

Inseminação uterina

Custo: em média R$ 5.000 por ciclo ou tentativa (preço dos medicamentos + custos médicos)
Taxa de sucesso: 15% a 20% dos casos

O sêmen é tratado e os espermatozoides são selecionados em laboratório antes de serem inseridos diretamente no interior do útero da mulher. “Apesar de não haver certeza que se encontrarão, o objetivo é aproximar o espermatozoide do óvulo, facilitando a fertilização”, afirma Tafner.

O tratamento geralmente é indicado quando se verifica a presença de fator masculino leve ou infertilidade sem causa aparente. Neste processo, a ovulação da paciente também pode ser estimulada com o acompanhamento médico para ter melhores chances.

FIV (Fertilização in vitro)

Custo: Em média R$ 15 a 25 mil por ciclo ou tentativa (preço dos medicamentos + custos médicos)
Taxa de sucesso: 30% a 40%

Mas apesar do custo mais alto, a grande estrela dos procedimentos é a técnica de reprodução assistida de alta complexidade conhecida como FIV (fertilização in vitro), que também apresenta uma chance de sucesso maior. De acordo com a SisEmbrio (Sistema Nacional de Produção de Embriões) da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), só em 2019 foram realizados 43.956 ciclos de fertilização in vitro no Brasil.

A mulher recebe gonadotrofinas (hormônios proteicos) de forma subcutânea para a estimulação do ovário. Depois, sob sedação, são coletados o máximo de óvulos maduros por um procedimento chamado aspiração folicular, feita por ultrassonografia transvaginal.

Em laboratório, cada óvulo é colocado em uma cultura com milhares dos espermatozoides mais saudáveis do parceiro ou doador para que ocorra a fecundação espontânea. Os melhores embriões são transferidos para o útero da paciente ou podem ser congelados.

“O resultado também é dependente da idade da mulher e, por isso, entre mulheres mais velhas, vem crescendo a busca do processo com óvulos de doadoras anônimas, que fornecem o material biológico a um banco e precisam ter sempre menos de 35 anos. Assim, a taxa de sucesso é maior”, esclarece Tafner.

O caminho pelo SUS

Apesar de ser reconhecida como doença pela OMS, a infertilidade ainda não é tratada como prioridade em muitos países —e o Brasil é um deles. Os tratamentos de alta complexidade, como é a FIV, não são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ou pela maioria dos planos de saúde.

“Alguns lugares, geralmente centros hospitalares universitários, conseguem repasses de verbas estaduais e municipais e criam programas gratuitos para atender pessoas de baixa renda. A dica para esses casais é verificar se sua região tem algum centro de referência”, explica Lorena Ana Mercedes Lara Urbanetz, especialista em reprodução humana pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

De acordo com o Ministério da Saúde, estão inseridos no tratamento de infertilidade primária no SUS a consulta médica e mais de 40 procedimentos que contribuem para a investigação da infertilidade, como exames ginecológicos, espermograma e dosagem de testosterona.

“Em São Paulo, por exemplo, o casal vai a uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e passa por consulta e exames de investigação. Se precisarem de um tratamento mais complexo, são encaminhados via CROSS (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde) para um serviço de reprodução humana”, indica Urbanetz.

O principal problema é que, além de escassos, a maioria desses lugares tem uma fila geralmente longa e estabelece uma limitação de idade para as mulheres —por volta de 38 anos. Então, enquanto esperam sua vez no atendimento, os meses vão passando e muitas possíveis pacientes se tornam velhas demais para serem aceitas no programa.

Isso por que os centros não contam com óvulos doados de mulheres mais novas, então, as mães que estão na fila precisam ter óvulos saudáveis para o procedimento dar certo. Além disso, muitos desses lugares oferecem a parte dos serviços médicos gratuitamente, mas as pacientes ainda precisam pagar a medicação, que gira em torno de R$ 6.000 a R$ 8.000, impossibilitando o sonho de muitas.

Congelar ou não?

De acordo com Hitomi Nakagawa, presidente da SBRA, as duas principais causas para a mulher postergar a gravidez hoje são a busca por estabilidade profissional e ausência de parceiro fixo.

No entanto, a maioria ainda acha que é só passar por um tratamento de fertilização que isso se resolve, e não é bem assim.Hitomi Nakagawa, presidente da SBRA

Isso porque, mesmo com todo o avanço da medicina, ainda não há uma forma de rejuvenescer os óvulos femininos. “O congelamento, assim, é uma forma de preservar a fertilidade da mulher, pois consegue conservar os óvulos saudáveis mesmo com o avanço da idade”, diz o especialista em reprodução humana Fernando Prado, diretor técnico da clínica Neo Vita e diretor do setor de embriologia do Labforlife.

Como já explicamos, a mulher nasce com uma quantidade delimitada de óvulos, que vão sendo descartados ao longo dos anos e nunca são repostos. “É um processo natural e inevitável”, explica Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida da clínica Huntington Medicina Reprodutiva, em São Paulo. E não é apenas a quantidade que cai com o envelhecimento.

A partir dos 35 anos, também notamos uma piora acentuada na qualidade desses óvulos, o que pode aumentar as chances de síndromes cromossômicas no bebê e abortos espontâneos.

Assim, o congelamento vem sendo uma opção cada vez mais procurada por mulheres que querem ser mães em algum momento da vida, mas não agora, já que o processo aumenta as chances da gestação se tornar realidade mais para frente —e com menos riscos. Isso porque a técnica permite que as chances de engravidar sejam as mesmas da idade que a mulher tinha quando optou pelo método.

Um dos entraves, no entanto, é o preço, ainda bastante alto, já que a mulher passa por praticamente todo o processo de fertilização para recolher os óvulos, incluindo o uso de medicamentos que estimulam a liberação de mais de um óvulo durante o ciclo.

“O ideal é que sejam resgatados pelo menos oito, mas a média que conseguimos é entre 12 e 15”, afirma Domingues. Os óvulos são então coletados com a ajuda de um ultrassom transvaginal. Depois, eles são selecionados por um embriologista e apenas os mais aptos são preservados.

No final de todo o processo, a conta pode ultrapassar os R$ 10 mil, além da taxa anual de manutenção do congelamento, que gira em torno de R$ 1.000 —o que acaba inviabilizando o processo para grande parte da população. De acordo com Hitomi Nakagawa, o SUS possui bancos de congelamento, porém, o sistema hoje se encontra bastante fragmentado pelo país. “A saúde pública não dá prioridade para a questão da fertilidade, infelizmente”, avalia.

Prós e contras da gravidez tardia

Para a saúde, a ginecologista Lorena Ana Mercedes Lara Urbanetz, especialista em reprodução humana pela Unifesp, explica que a gravidez tardia não oferece benefícios, pelo contrário.

Engravidar após os 35 anos aumenta o risco de problemas maternos como a pré-eclampsia (pressão alta) e diabetes gestacional. Inclusive, quanto mais velha for a mulher, mais suscetível ela fica a doenças crônicas como essas.

Em relação ao bebê, quanto mais velha é a mãe, maior é a chance de problemas como má formação fetal, alterações cromossômicas que resultam em síndromes genéticas como síndrome de Down, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino (o que faz com que o bebê nasça menor do que deveria).

“Além disso, o risco de abortamento precoce é muito maior. Isso por que, com o aumento da idade, aumentam também as chances de anomalias cromossômicas, principal causa do problema. Se o risco de sofrer um aborto espontâneo é em torno de 20% aos 35 anos, quando a mulher completa 40, ele sobe para 40%, e aos 45, chega até a 80%”, indica Urbanetz.

E a tal da maturidade emocional?

Uma das vantagens de ser mãe mais tarde seria a tal da maturidade emocional —aquele estado de plenitude adquirido com o tempo após passarmos por inúmeras situações. Mas isso nem sempre acontece assim.

“A maioria das mulheres que se tornam mães tardiamente, de fato, costumam ter uma vida mais estruturada, o que ajuda no suporte emocional, especialmente para lidar com os conflitos da vida real”, explica Mariana Bonsaver, psicóloga da Maternidade Pro Matre Paulista. “No entanto, cada indivíduo é único e, portanto, essa maturidade também depende da história de vida e da personalidade dessa mulher”, afirma.

Outro sentimento comum é o medo: como muitas engravidam com a ajuda de algum tipo de tratamento, é normal que se sintam apreensivas sobre o futuro da gestação, se o feto vai vingar ou não e se fisicamente ainda estão aptas a gerar essa vida.

Há uma expectativa muito grande em relação ao bebê, que vira quase um ‘cristal’ e, se algo dá errado, elas se questionam do por quê terem esperado tanto para engravidar.Lia Dornelles, psicóloga da clínica Pro-Ser e da SBRA.

Esse e outros tipos de questionamentos —como se estão preparadas para a maternidade e se vão dar conta do desafio— refletem algo que é comum à maternidade em qualquer faixa etária: a culpa. “É uma cobrança muito grande, especialmente se aquele bebê foi muito planejado e acabou sendo idealizado demais”, explica Bonsaver. Nada, é claro, que impeça que a mulher seja bem-sucedida na sua empreitada.

Elas contam como foi a gravidez após os 35

 

 

“Diferente de muitas mulheres, ser mãe não foi algo espontâneo para mim. Nunca imaginei que fosse ser desse jeito —tinha planos, claro, mas nunca parei para pensar na maternidade. Me formei em Direito e logo fui trabalhar em um tribunal federal, e a vida seguiu.

Lembro de ter ouvido falar sobre congelamento de óvulos lá pelos idos de 2004, 2005. Tinha 35 anos, pensei que seria interessante, mas esse pensamento passou. Infertilidade, para mim, era só que não conseguia engravidar, não havia a questão da idade, e nem os médicos com quem eu me consultava falavam disso na época.

Além disso, ainda era solteira. Conheci meu marido aos 43 anos. Ele é da Sicília, passamos um fim de semana juntos aqui no Brasil e nos casamos 11 meses depois. Ainda esperamos dois anos para tentarmos ter filhos. Foram cinco anos bastante desgastantes: passamos por várias clínicas, precisava injetar hormônios para a coleta dos óvulos, e sem saber se daria certo. Gastei toda minha poupança, mas, mesmo assim, não consegui engravidar.

Já estava com 50 anos quando tentamos uma última vez. Dessa vez, a médica usou meus óvulos e óvulos de uma doadora para a fertilização com o sêmen do meu marido. Deu certo e engravidei. Até hoje não sei qual deles vingou e, sinceramente, não me importa. Mãe é quem cria, e não me preocupo com a questão genética.

André Plácido nasceu quando eu já tinha 51 anos. O nome dele é uma homenagem ao meu pai, Plácido, que faleceu em 2015, mas cuidou dos filhos até quando pôde. Para mim, foi um pouco difícil lidar com todas as mudanças emocionais e físicas da maternidade. Mas não imagino a vida de outra forma. Nosso plano agora é dar uma irmã ao André. Quero tentar uma nova gestação até os 55 anos.” (Ana Cristina Russelo, 54, advogada)

)

“Sempre soube que teria um filho. Era uma certeza tão forte que conversava com ele, mesmo sem tê-lo aqui. Mas, mesmo tendo vivido alguns relacionamentos sérios, não me sentia segura para engravidar. Então, por volta dos 42 anos, optei por congelar óvulos como uma espécie de ‘seguro’, uma garantia de que não precisava me sentir pressionada para encontrar logo o homem ideal para ter a família que sempre sonhei.

Foi uma decisão bastante pensada e planejada e, por isso mesmo, acredito que deu tudo certo. Mas, claro, foi também bastante desgastante, exigiu muito do meu corpo e financeiramente também é pesado. Minha reserva de óvulos era baixa e, por isso, o processo todo demorou mais. Mesmo assim, nada disso me desanimou, pois sempre soube que queria e teria esse filho.

Aos 44, conheci meu marido e dois anos depois decidimos descongelar os óvulos. Ao todo, foram 11 descongelados, e conseguimos um embrião, que foi implantado e vingou. Ficamos profundamente felizes com a confirmação da gravidez, que correu tranquilamente, melhor até do que de algumas amigas que engravidaram pelas ‘vias normais’. Acredito muito que era para ser assim, um sentimento que vai além da razão, do mundo físico.

Nosso filho, um menino, hoje tem quatro anos e é a luz das nossas vidas. É uma pessoa muito especial que nos traz alegrias e aprendizados diariamente. Sou profundamente grata hoje por ter conseguido realizar esse sonho. E recomendo às amigas mais jovens e até às filhas adolescentes que pensem e tomem a decisão de congelar óvulos mais cedo, por volta dos 25 anos, quando o processo é mais rápido e exige menos do nosso corpo. O relógio biológico existe, sim, mas ele não precisa determinar o que queremos fazer das nossas vidas.” (Fernanda*, 51)

*Nome alterado a pedido da entrevistada

“Nunca tomei remédios anticoncepcionais. Tinha mais medo dos efeitos que podiam causar do que de engravidar. Aos 40, já tinha um filho de 10 anos e achava que não poderia mais ter filhos por causa da idade, então fiquei bem surpresa quando descobri que tinha um bebê a caminho.

Infelizmente, no terceiro mês de gestação, sofri um aborto espontâneo. Descobri depois que poderia ter feito um exame para investigar a causa, mas por não ter conhecimento, acabei deixando de lado na época.

Eu e meu marido, que tem 48 anos, passamos a tomar mais cuidado nas relações sexuais e sempre calculava o período fértil com tabelinha. Mesmo assim, três anos depois, engravidei da Ana Clara. Fiquei feliz, mas ao mesmo tempo assustada. Tinha medo de abortar novamente ou de que ela nascesse com alguma deficiência. Minha médica me acalmou e disse que as chances eram muito pequenas, já que eu não tinha qualquer problema de saúde.

Minha filha nasceu completamente saudável e foi a adição perfeita para nossa família. Meu filho Gian Lucas e o irmão dele por parte de pai, Felipe, ficaram felizes demais em ter uma irmã” (Sidneia Ferreira Marques, 43, empregada doméstica)

“Depois de dois anos morando juntos, eu e meu marido resolvemos nos casar e nos mudamos para São José dos Campos, em São Paulo, pelo trabalho dele, que é engenheiro. Por conta da idade, já começamos a pensar em ter um filho, mas trabalhávamos muito e estávamos sempre viajando por conta dos negócios. Com as carreiras em ascensão, não era um desejo tão grande, mas algo que queríamos em um futuro próximo.

Procuramos médicos para fazer exames e começamos a tentar sem regras muito firmes. Como ele tinha algumas viagens marcadas, desencanamos e resolvemos deixar para o ano seguinte. Foi aí que descobri que nossos filhos, na verdade, já estavam a caminho para mudar os planos da família.

Meu marido já estava de volta para o primeiro ultrassom. Vimos o coração batendo e foi toda aquela emoção. Só quem passa por isso sabe o que é. Depois, no ultrassom transvaginal, a médica disse ‘nossa, tem outro coração aqui’. Achei que ela tinha feito alguma confusão, já que não temos nenhum outro caso de gêmeos na família, mas ela estava certa.

Os exames apontavam algumas alterações e tínhamos a de malformação. Passamos a gestação em incertezas, mas como não ia mudar nada, preferi não fazer o exame invasivo para descobrir. Eles nasceram prematuramente e precisaram passar nove dias na UTI, o que gerou um atraso motor hoje já corrigido. Hoje, ambos têm ótima saúde e são nossos maiores presentes.” (Priscila Alves Cardozo, 42, fisioterapeuta)

Fonte: UOL Viva Bem

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