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Sobrevivente! Mulher conta como escapou do ex em tentativa de feminicídio no TO: “me deu a pá para cavar buraco”

Por Gazeta do Cerrado | 12/01/2021

Última atualização em 14/01/2021 15:13

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Caso foi registrado em Araguacema – Foto – Divulgação

Lucas Eurilio

ALERTA GATILHO DE TENTATIVA DE FEMINICÍDIO E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

MAIS UMA! Até quando a violência contra as mulheres vai durar? Todos os dias um espancamento, um estupro… MORTE!. O machismo segue fazendo vítimas e não dá trégua. Está impregnado em todos os lugares e em todas as esferas sociais.

Muitas vezes relacionamentos tóxicos e abusivos se tornam um risco à vida, o caso de Irene Almeida Chaves, de Araguacema, região oeste do Tocantins.

Morando na cidade há cerca de 4 meses na cidade, Irene viveu e vive – um inferno, literalmente – um dos piores momentos já nos primeiros dias de 2021.

Vítima de tentativa de feminicídio no último dia 3 de janeiro, a mulher publicou um vídeo nas redes sociais onde teme ser morta pelo ex-companheiro. O vídeo foi publicado nas redes sociais por uma internauta e já teve mais e 780 compartilhamentos.

Conforme a própria vítima relata no vídeo, ela foi casada durante 11 anos com o ex-marido e as agressões eram frequentes.

“Eu estava em uma união estável há 11 anos com meu marido. Temos três filhas. A gente vivia mais ou menos bem. Ele me agredia, mas sempre pedia desculpas, perdão, falava que não ia fazer de novo e não parava. Sempre era muito agressivo, principalmente quando bebia e qualquer coisinha, ele xingava, gritava. Ele sempre dizia que um dia ir me matar, que eu era o problema da vida dele e que um dia ele ia resolver”, conta. 

A vítima contou ainda como era a vida quando o casal e as filhas moravam em outro Estado.

“Quando a gente morava em Rondônia ele me fez cavar um buraco, não muito fundo, mas ele deu a pá na minha mão, mandou eu cavar, ficar de joelhos e pegou um machado pra me bater. Depois se arrependeu, pediu perdão, disse que me amava. Depois tiveram mais agressões e ele sempre dizia que se eu quisesse ir embora, iria sem as filhas e eu continuava por causa delas. Não queria viver longe delas. Em Araguacema, a gente morava numa fazenda mas ele deu umas desculpas e me trouxe pra cidade. Eu ficava muito triste porque não queria ficar com elas longe. Mandei vídeos, mensagem pra ele que estava morando na fazenda com as meninas, falando que não aguentava ficar longe delas, ele dizia que era drama”, relata. 

Virada do ano

Nas festividades de final de ano, após dizer que estava com saudades da filha, o ex-marido a deixou ir passar o Réveillon com as meninas na fazenda. No domingo 3, dia do aniversário da filha de 8 anos, Irene quase foi morta com tiros na cabeça.

Ele disse que era pra eu ir embora no domingo a noite. Chegando a hora de vir embora eu fiquei triste, não sabia quando ia poder ver milhas filhas, ficar com elas. As meninas estavam deitadas comigo alí assistindo e eu chorando. Ele chegou e gritou – tá pronta? – Dai ele me viu chorando e começou a falar que sempre era aquele drama. As meninas começaram a chorar muito depois disso”.

Irene contou que o que se seguiu nas últimas horas após as meninas irem para seus quartos foi uma luta para tentar sobreviver.

“As meninas foram para os quartos delas e ele começou a me agredir com murros, socos, aí minha filha mais velha veio pra tentar fazer ele parar, aí ele saiu um pouco,, mas voltou e dizia – hoje tu vai morrer – . Pegou uma faca e me colocou dentro da caminhonete. Rodamos a lavoura. Ele rodou, rodou comigo que se hoje me perguntarem onde é, não faço a mínima ideia, se for pra chegar lá, e não sei. Ele mandou eu descer da caminhonete e mandou eu me ajoelhar, pegou a arma, puxou um cartucho e falhou. Botou outro cartucho, puxou o gatilho e falhou de novo. Aí ele botou outro cartulho e no terceiro tiro, eu senti que queimou a minha cabeça. Eu coloquei a mão e vi aquele sangue e saí correndo”

Na gravação é possível ver que Irene está muito abalada e precisou se esconder até o último dia 9, quando o vídeo foi publicado.  (Veja o vídeo completo no final da reportagem)

“Enquanto eu corria, ele foi atrás de mim e disse que tentou do jeito mais fácil, sem dor, mas que não deu, então, iria ser na faca mesmo, porque estou sem munição. Eu saí correndo e pedindo muito pra Deus me salvar. Pedi pra não deixar eu morrer ali daquele jeito. Eu pensava, Deus,, não me deixa morrer, eu quero ver minhas filhas. Aí eu corri pra uma mata e consegui me esconder. Eu não parava na mata, ficava andando de um lado pro outro. Qualquer barulho eu me assustava pensando que era ele”. 

Manifestação de apoio

Uma manifestação em apoio à Irene será realizada em Araguacema, nesta quinta-feira, 14.

Conforme a organização do evento, uma passeata que seguirá da Delegacia até o Fórum da cidade, vai clamar por Justiça.

A população da cidade ainda está chocada com a frieza na qual o crime foi cometido. Por sorte, apenas POR SORTE, Irene conseguiu escapar.

Nossa equipe entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, do Tocantins, questionando como estão as investigações sobre o caso e por que o ex-marido de Irene ainda não foi preso.

Em nota, o órgão disse que a Polícia Civil do Tocantins por meio da 53ª Delegacia de Polícia de Araguacema informa que um Inquérito Policial foi instaurado para investigar o caso. Informações mais detalhadas não podem ser repassadas em conformidade com o caráter sigiloso do Inquérito Policial e também para não prejudicar as investigações nesse momento. A vítima possui Medida Protetiva de Urgência deferida em seu favor.

 

Como denunciar violência doméstica

Além do número de telefone 180, é possível realizar denúncias de violência contra a mulher pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil e na página da Ouvidoria Nacional de Diretos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), responsável pelo serviço. No site está disponível o atendimento por chat e com acessibilidade para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Também é possível receber atendimento pelo Telegram. Basta acessar o aplicativo, digitar na busca “DireitosHumanosBrasil” e mandar mensagem para a equipe da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.

DISQUE 180 E DENUNCIE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. 

Veja o vídeo de Irene

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