O consumo das famílias de modo geral em todo o país vem diminuindo, mas no Tocantins o índice demonstrado pela pesquisa realizada pela Fecomércio em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) registrou no mês de julho o seu menor índice desde 2010, o início da realização deste levantamento, chegando a 79,5 pontos. A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) quando comparada ao mês de junho deste ano, teve queda de 3,7 pontos. Se comparada ao mesmo período de 2015, o recuo chega a 16,4 pontos. A pesquisa ouviu 500 famílias de Palmas, nos últimos dez dias do mês de junho.

 

Para o presidente da Fecomércio Tocantins, Itelvino Pisoni, este dado não é nada promissor. “Apesar da população e dos empresários demonstrarem um pouco mais de confiança na economia, o cenário ainda é muito instável. Nós precisamos ter cautela e paciência para atravessarmos esta fase”, ressaltou.

 

A pesquisa sobre o cenário nacional da intenção de consumo, realizada também pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ficou em 68,7 pontos no mês de julho. “A confiança do consumidor permanece baixa, e a recuperação da economia deve acontecer lentamente. As famílias ainda estão muito endividadas, e é possível que ainda tenhamos alguns trimestres de queda no consumo antes de uma retomada”, afirmou Juliana Serapio, assessora Econômica da CNC.

 

Outros dados da pesquisa revelam-se ainda negativos. 80,1% acham que o acesso ao crédito está mais difícil. Sobre o consumo, 74,8% afirmaram estar comprando menos do que no ano passado e 55,3% acham que no próximo semestre o consumo tende a ser menor do que no mesmo período de 2015. Além disso, 65% consideram que este é um mau momento para a aquisição de bens duráveis.

 

Com relação ao mercado profissional, 47,8% dos entrevistados não acreditam que terão melhora profissional nos próximos meses. Contudo, 65% consideram-se mais seguros em seu emprego, assim como a grande maioria que considera a sua renda familiar melhor ou igual ao do ano passado, 47,3% e 43,5%, respectivamente.