João Soares Rocha, apontado pela Polícia Federal do Tocantins como o chefe de um grupo criminoso que transportava cocaína utilizando aviões adulterados, recebeu habeas corpus da Justiça. A decisão é da 4ª turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
A defesa havia feito pedidos semelhantes na Justiça Federal do Tocantins por duas vezes sem sucesso. Os advogados precisaram recorrer à instância superior.
Para a soltura, os desembargadores determinaram fiança de cinco salários mínimos e uma série de restrições, como a apresentação mensal em juízo e proibição de que ele deixe o estado onde mora. Ele deve ser solto ainda nesta quarta-feira (24).
João Soares da Rocha é dono de fazendas, aviões, postos de combustíveis e até um hangar. Ele está preso em Palmas desde o dia 21 de fevereiro, quando a Operação Flak foi deflagrada. Segundo a PF, o grupo chefiado por ele utilizava pistas de pouso em Palmas e Porto Nacional, no Tocantins, como ponto de apoio para movimentar as drogas. A defesa dele sempre negou todas as acusações.
A investigação aponta a atuação da quadrilha em países na América do Sul, América Central e África para levar o produto aos Estados Unidos e Europa.
O suposto chefe da quadrilha é tio do piloto Felipe Rocha Reis, que morreu em Goiânia após uma queda de avião no Pará. O pai de Felipe, Evandro Geraldo Rocha dos Reis também morreu no acidente. O caso teve grande repercussão. Os dois também foram citados pela PF como membros da quadrilha.
fonte: G1 TO