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O ex-secretário de Estado, José Edimar Brito Miranda, pai do governador Marcelo Miranda (PMDB), é um dos alvos de condução coercitiva para prestar depoimento à Polícia Federal (PF) na Operação Marcapasso, que investiga fraudes e recebimentos de vantagens indevidas de médicos cardiologistas de nove estados, mais Distrito Federal.

Brito, é suspeito de atuar para acelerar a liberação de pagamentos na Secretaria Estadual de Saúde (SES/TO) a empresas contratadas para fornecimento de materiais e usado influência para liberar o pagamento de R$ 1,6 milhão para a Cardiomed em 2015. Deste modo, o juiz da 4º Vara Federal de Palmas, João Paulo Abe, proibiu o acesso ou frequência de Brito Miranda em órgãos públicos do Poder Executivo do Estado. Se a medida for descumprida, ele terá prisão preventiva decretada.

Segundo a Gazeta apurou, Brito Miranda nega veemente envolvimento no esquema de licitação.

De acordo com a PF, com base em delação premiada de sócios da empresa Cardiomed, de Araguaína, que no início de 2015, a empresa apresentava dificuldades de pagamento junto a SES/TO. Assim, um médico indicou a lobista Sonia Vieira “como uma pessoa com trânsito livre na secretaria”. Depois de várias reuniões com sócios da empresa, teria ficado acordado um percentual para que Sonia dirigisse o pagamento dos valores.

Logo após, a lobista teria levado a sócio da empresa até Brito Miranda, em seu escritório político, em Palmas.

Segundo a PF, Sônia foi buscar o cheque na sede da empresa em Araguaína, onde sua presença foi registrada por câmeras. O dinheiro foi sacado em seguida numa agência do Banco do Brasil, na companhia de um funcionário da instituição.

“Evidencia-se a possível prática de tráfico de influência por parte de Sonia Vieira a mando de José Edimar Brito Miranda, sendo certo que, segundo dão a entender os delatores, Brito Miranda, sem o conhecimento de seu filho, o Governador do Estado Marcelo Miranda, teria cobrado um percentual sobre os recebíveis, a pretexto de influir nas decisões da Secretária Estadual de Saúde”, afirma a decisão.

Brito e Sônia são suspeitos de associação criminosa e tráfico de influência. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão no escritório de Brito Miranda e apreendeu computadores, dispositivos físicos ou eletrônicos e/ou livros de registro de acesso das pessoas ao prédio no período de junho a outubro 2015.

Nossa equipe tentou falar com o advogado do ex-secretário Brito Miranda, porém, não obteve resposta até o fechamento dessa matéria. O espaço fica aberto para posicionamento da parte.