Cavalgadas e tropeadas estão suspensas em cinco municípios devido risco de transmissão do mormo

Por Gazeta do Cerrado | 23/01/2021

Última atualização em 23/01/2021 11:42

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Nessa sexta-feira, 22, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), por meio da portaria nº 021, publicada no Diário Oficial, suspendeu qualquer aglomeração de equídeos nos municípios de Santa Fé do Araguaia, Muricilândia, Filadélfia, Nova Olinda, localizados na região norte do Estado e Taguatinga, na região sudeste. Além disso, determinou a não realização de cavalgadas e tropeadas sem a autorização da instituição em 12 municípios que fazem limites com os locais acima citados.

A medida se deu em razão dos casos registrados, este ano, em Taguatinga, Nova Olinda e mais dois, que são resultados de vínculos epidemiológicos de Filadélfia, identificados nessa sexta-feira, 22. “Outros locais foram incluídos por estarem passando pelo saneamento, que consiste na realização de exames em toda a tropa da propriedade foco e nas demais vizinhas”, explica a responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec, Isadora Mello Cardoso, acrescentando que são realizados dois exames consecutivos, num intervalo em média de 30 dias, para avaliar se algum animal está com a doença.

De acordo com o presidente da Agência, Paulo Lima, os protocolos sanitários são obrigatórios e seguem as determinações do Ministério da Agricultura. “Assim que a investigação epidemiológica estiver concluída e as propriedades rurais saneadas, novos critérios serão estabelecidos. É preciso a conscientização de todos os envolvidos para evitarem a propagação do mormo, que é acentuada pelo trânsito de animais”, avalia.

Entre as principais ações para conter a enfermidade, a Agência realiza a investigação epidemiológica, incluindo avaliação da movimentação dos equídeos do estabelecimento pelo menos nos últimos 180 dias anteriores à confirmação do caso, com vistas a identificar possíveis vínculos epidemiológicos; realiza a eutanásia no animal positivo comprovadamente por dois exames, bem como notifica a ocorrência de mormo às autoridades locais de saúde pública, pois é uma zoonose e pode ser transmitida ao homem.

Os municípios limítrofes incluídos no documento são: Araguaína, Aragominas, Pau D’arco, Bandeirante, Colinas do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Goiatins, Palmeirante, Ponte Alta do Bom Jesus, Arraias e Aurora do Tocantins.

Vale ressaltar que nos municípios onde houver determinação judicial prevalecerá as disposições daquele juízo.

A Adapec está à disposição nas suas unidades em todo o Estado e disponibiliza ainda o 0800 063 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 14h, para que os interessados tirem suas dúvidas e também denunciem o trânsito clandestino de animais.

Mormo

O Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria que acomete principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares), não tem cura, nem existe vacina. Nos equídeos, os principais sintomas são nódulos nas narinas, corrimento purulento, pneumonia, febre e emagrecimento. Existe ainda a forma latente (assintomática) na qual os animais não apresentam sintomas, mas possuem a enfermidade.

Fonte/Foto: Adapec

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