Especial primeiro seminário antirracismo

Visando valorizar a cultura africana, além de fomentar a contribuição da sociedade para a manutenção do lugar, que atende semestralmente mais de 200 pessoas da Comunidade do Engenho Velho de Brotas, o Espaço Cultural Pierre Verger (BA), promoverá uma oficina virtual de culinária afro-brasileira.

A oficina terá contos de mitos africanos inspirados no livro Cozinhando História, este criado a partir de um projeto desenvolvido dentro da própria fundação.

Virtualmente, os encontros serão às 19:00 horas e administrados por Marlene da Costa e Vovó Cici, educadoras do espaço.

Nas aulas serão trabalhados os seguintes pratos, nas respectivas datas:

18/11: Amalá e Acaçá

Amalá é uma comida ritual votiva do Orixá Xangô, Iansã, Obá e Ibêji No Candomblé é feito com quiabo cortado, cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê ou azeite doce, pode ser feito de várias maneiras.

O Acaçá, Àkàsà ou Eko é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia. Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro.

foto: Heraclito

Reprodução

20/11: Omolukun e Bolinho de Estudante

Omolocum – comida ritual da Orixá Oxum, é feito com feijão fradinho cozido, refogado com cebola ralada, pó de camarão defumado, sal, azeite de dendê ou azeite doce.

O bolinho de estudante é uma das iguarias típicas da culinária baiana, preparado com tapioca granulada e coco, frito e envolto em açúcar e canela.

25/11: Arroz de Hauçá e Cocada

O arroz de hauçá é um prato típico da culinária da Região Nordeste do Brasil, especialmente do estado da Bahia. É um arroz sem sal, cozido com bastante água exatamente para ficar mais cozido e quase desmanchando.

27/11: Acarajé, Abará e Bolinho de Aipim

Foto: Maria Oliveira

Foto: Rafael de Costa Oliveira

Ao final de cada aula, o momento ficará disponível para a interação dos participantes com as oficineiras. Os certificados de participação serão emitidos e o acesso às aulas ficará aberto durante um mês.

Para garantir sua vaga,  acesse http://www.lojapierreverger.org.br/oficinas-virtuais e aproveite também as promoções online da Fundação Pierre Verger. Em caso de esclarecimento de dúvidas, entre em contato através do email: dione@pierreverger.org.

Fundação

A Fundação Pierre Verger foi criada em 1988, como Pessoa Jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira. Funciona na mesma casa em que Pierre Verger viveu durante anos, na Ladeira da Vila América, em Salvador. A fundação tem como objetivos preservar, organizar, pesquisar e divulgar a obra do instituidor Pierre Verger; estabelecer e manter intercâmbios culturais, humanos e científicos entre o Brasil e a África e, principalmente, entre a Bahia e o Golfo do Benin; servir como centro de informações e pesquisas. Além disso
cumprir função social de maneira prática integrando a comunidade local e adjacências.

Pierre Verger

Pierre Edouard Léopold Verger (1902-1996) foi um fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês que viveu grande parte da sua vida na cidade de Salvador, capital do estado da Bahia, no Brasil. Ele realizou um trabalho fotográfico de grande importância, baseado no cotidiano e nas culturas populares dos cinco continentes. Além disto, produziu uma obra escrita de referência sobre as culturas afro-baiana e diaspóricas, voltando seu olhar de pesquisador para os aspectos religiosos do candomblé e tornando-os seu principal foco de interesse.