Cresce número de celulares apreendidos em presídios; presos fazem até conferências por telefone

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 18/12/2018

Última atualização em 18/12/2018 08:29

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Conforme os dados, neste ano 327 aparelhos celulares já foram apreendidos nos três principais presídios do Tocantins. O número é maior que o do ano passado, quando foram apreendidos 258 aparelhos.

Para os investigadores, o combate ao crime fica mais difícil com os celulares nas celas, pois os detentos continuam dando ordens de dentro da cadeia.

“Um dos motivos para as pessoas estarem presas é para que elas não cometam mais crimes. E com esses aparelhos, dentro dos presídios, eles continuam a cometer crimes, a darem ordens”, afirmou o delegado da Denarc, Emerson Francisco.

Um caso que evidencia a continuação dos crimes, mesmo de dentro da prisão, foi no presídio Luz do Amanhã, em Cariri do Tocantins, com a descoberta que um dos presos do Tocantins conversava com um de São Paulo, para planejar a morte de um terceiro detento, que é de uma facção rival. Segundo asa investigações da Polícia Civil, os presos realizavam reuniões por audioconferência toda semana.

Confira a conversa:

Preso do TO: Fica no mesmo prédio irmão, aqui não tem divisão de ala não. Só o sol que é separado.

Preso de SP: E para pegar ele aí?

Preso do TO: Para pegar ele é dia de visita irmão, dia de sol nosso também, quebra cadeado e cai para dentro.

Preso de SP: É assim que é as ideia.

Preso do TO: É, meter o estanho (bala) mesmo.

O preso que estava na mira dos detentos não, pois o presídio foi alertado pelos investigadores, dessa forma, a direção retirou o homem da cela.

Um inquérito para apurar como os aparelhos entram nas unidades prisionais do Tocantins foi aberto e servidores do sistema penitenciário também são investigados. O inquérito também investiga uma facção paulista que atua no estado.

“É uma situação que é vista com bastante cuidado, uma vez que o crime organizado só consegue se desenvolver se ele conseguir esse espaço junto às forças públicas”, explicou o delegado da Deic, Evaldo Gomes.

A Secretaria de Cidadania e Justiça, responsável pelos presídios, informou que também tem processos administrativos para apurar a conduta de servidores e informou que vai equipar as unidades pra impedir a entrada dos aparelhos.

*com informações do G1
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