Dados do IBGE mostram padrão alimentar na mesa dos tocantinenses

Por Gazeta do Cerrado | 06/04/2020

Última atualização em 06/04/2020 11:18

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 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na sexta-feira, 3 de abril, o módulo Avaliação Nutricional da Disponibilidade Domiciliar de Alimentos no Brasil da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) referente aos anos de 2017-2018.
O estudo mostra que no Tocantins mais da metade (66,4%) das calorias totais disponíveis para consumo nos domicílios provém de alimentos in natura ou minimamente processados, 20,9% de ingredientes culinários processados, 3,3% de alimentos processados e 9,4% de alimentos ultraprocessados.
Comparando os estados da Região Norte, a participação dos alimentos frescos no total calórico da disponibilidade alimentar foi mais significativa na mesa dos tocantinenses.
A nível Brasil, apenas o Maranhão apresentou a maior variação (67,3%). O IBGE destaca, porém, que as aquisições realizadas com alimentação fora do domicílio não fazem parte desse estudo. As análises tomaram por base as aquisições de alimentos e bebidas para consumo no próprio domicílio pesquisado, expressas em quilogramas, que foram transformadas em calorias.

Arroz e óleo

No Tocantins, dentre o grupo dos alimentos in natura e minimamente processados, o arroz correspondeu a 40,3% das calorias totais. A carne bovina vem em seguida, com participação de 5,4%; o feijão, com 4,3%; e a carne de aves com 3,3%. Dos ingredientes culinários processados, o óleo vegetal correspondeu a 11,8% das calorias totais, seguido pelo açúcar, com 7,3%.
Já entre os alimentos processados, o de maior contribuição foi o pão (1,6% das calorias totais), seguido de carnes salgadas, secas ou defumadas (0,7%). Destacam-se entre os alimentos ultraprocessados os frios e embutidos (1,3%), biscoitos salgados (1,2%), biscoitos doces (1%) e margarina (1%).

Aquisição alimentar

O estudo divulgado detalha a aquisição alimentar dos domicílios segundo grupos e subgrupos de produtos. As médias são apresentadas em quilogramas per capita anual, mas não significam o que foi efetivamente consumido durante o ano, mas sim o que foi adquirido por compra, doação, troca, retirada do negócio, produção própria, entre outras. O estudo que aponta o consumo efetivo será divulgado posteriormente.
Entre 2017 e 2018, os tocantinenses fizeram maior aquisição dos seguintes grupos de alimentos: cereais e leguminosas (37,050 kg), carnes (16,506 kg), bebidas e infusões (13,235 kg), frutas (9,640 kg), hortaliças (9,612 kg), laticínios (9,214 kg), aves e ovos (6,404 kg), açucares, doces e produtos de confeitaria (6,344 kg) e farinhas, féculas e massas (5,926 kg).
O Tocantins apresentou média acima da nacional e da Região Norte para apenas um dos 17 grupos que compõem o estudo.
O resultado significativo foi para a aquisição alimentar de cereais e leguminosas (37,050 kg), já que a média regional foi de 26,644 kg e a média Brasil 27,757 kg.
Em contrapartida, no estado foi registrado a menor aquisição domiciliar per capita para o grupo cocos, castanhas e nozes (0,064 kg), cerca de 99% menor que a média da Região Norte que ficou em 9,530 kg.
A coordenação da pesquisa destaca que na publicação desses resultados se faz necessário levar em consideração múltiplos fatores de influência como: a cultura culinária da região, o aumento do consumo alimentar fora do domicílio e a mudança de hábitos alimentares, ou seja, a opção por preparações mais rápidas e dinâmicas.
Fonte: IBGE-TO
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