Equipe Gazeta do Cerrado

O Movimento Nacional de Luta pela Moradia -MNLM denunciou à Gazeta do Cerrado as condições desumanas de moradia de estudantes indígenas da Casa do Estudante Indígena conhecida como “Chácara da Funai”, em Araguaína. Fotos mostram as condições da residência com muros, paredes, portas e vidros estão inutilizáveis e quase inexistentes de tão destruídos.

O Movimento aponta ainda que com a falta de proteção, nesse momento de quarentena em que os moradores precisaram retornar para suas aldeias, a casa está sendo furtada continuamente, agravando mais ainda a situação.

O movimento fez a denúncia no Dia do Índio quando afirmaram: “Hoje, Dia do Índio no calendário nacional, diversos políticos representantes da burguesia e dos latifundiários vão fazer demagogias, quando na prática estão pouco se importando com a real situação e com a vida de nossos irmãos. Então hoje, nós do MNLM vimos declarar que não há nada a se comemorar, mas sim denunciar e lutar. E nos colocamos lado a lado aos povos indigenas no Tocantins nessa luta!”, disseram.

A situação da Casa já está judicializada através de vários orgãos.

A Gazeta acionou a Funai sobre o assunto porém não recebeu ainda nenhum retorno. O espaço está aberto para as manifestações do órgão.

Veja a íntegra da nota do Movimento:

NOTA DO MNLM DO TOCANTINS SOBRE AS CONDIÇÕES DESUMANAS DE MORADIA A QUE ESTÃO SUBMETIDOS OS/AS INDÍGENAS ESTUDANTES EM ARAGUAÍNA

As fotos que mostramos para a população de Araguaína junto com esta nota são a prova viva do descaso e da desumanidade com que são tratados os povos indígenas em Araguaína e no Tocantins. São fotos da Casa do Estudante Indígena, também conhecida como “Chácara da FUNAI”, por se tratar de um bem da instituição. Lá moram indígenas de diferentes povos, na maioria do povo Iny, estudantes em diferentes instruções superiores, mas principalmente na Universidade Federal do Tocantins. Estão reivindicando há anos condições dignas para morarem na cidade enquanto estudam, uma pauta totalmente dentro do que o MNLM defende sobre o direito a cidade e a reforma urbana. Contudo, a situação parece estar cada vez mais degradante e precarizada; como é possível ver nas fotos, muros, paredes, portas e vidros estão inutilizaveis e quase inexistentes de tão destruídos. Além disso, com a falta de proteção, nesse momento de quarentena em que os moradores precisaram retornar para suas aldeias, a casa está sendo furtada continuamente, agravando mais ainda a situação. Quando as aulas retornarem, como será que isso vai estar ?! É inadmissível essa invisibilidade e negligência. Hoje, Dia do Índio no caléndário nacional, diversos políticos representantes da burguesia e dos latifundiários vão fazer demagogias, quando na prática estão pouco se importando com a real situação e com a vida de nossos irmãos. Então hoje, nós do MNLM vimos declarar que não há nada a se comemorar, mas sim denunciar e lutar. E nos colocamos lado a lado aos povos indigenas no Tocantins nessa luta! Exigimos respostas e soluções e continuaremos cobrando. Pedimos que outras entidades de luta e movimentos sociais juntem-se a essa luta e reforcem essa denúncia, exigindo moradia digna para os e as indigenas estudantes em Araguaína. A cidade também É território indígena!!!!!! Vocês não estão sozinhos!! Estamos juntos!! Abaixo o golpe! Fora Bolsonaro! Por moradia digna aos trabalhadores e estudantes!

Araguaína-TO
19 de Abril de 2020
Coordenação Estadual do
Movimento Nacional de Luta por Moradia/MNLM

Veja as fotos da Casa encaminhadas exclusivamente à Gazeta :