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Exclusiva: Em meio a dor, família luta para que corpo de idoso não seja enterrado como indigente

Por Lucas Eurilio | 31/07/2020

Última atualização em 31/07/2020 12:56

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Idoso será enterrado em Caseara

Imagine a dor e a tristeza de perder um ente querido e não poder se despedir, além de tudo passar por um transtorno em uma situação delicada.

O fato é que passamos por um momento muito difícil em todos os cantos do Mundo e no meio disso tudo, uma família de Lagoa da Confusão, na região oeste do Tocantins, perdeu seu patriarca.

Seu Antônio Sousa Dias, de 66 anos, morreu enquanto participava de um acampamento com alguns parentes no Rio Formoso durante o último final de semana.

De acordo com as informações do genro da vítima, Antônio Barbosa, eles estavam na beira do rio e na madrugada de sábado, 25/7 para domingo, 26/7 , o idoso teria se levantado de uma rede onde dormia e desapareceu.

“A gente estava aqui no acampamento no rio na sexta-feira, 24/7.  Ele ingeriu bebida alcoólica e nós não vimos quando ele levantou. Era 1 hora da madrugada. A gente tava dormindo quando ele saiu da rede dele, acho que sem destino não sei, porque a gente não viu o que aconteceu. Quando demos falta dele, meia hora depois ele tinha saído, nós fomos atrás, procuramos desesperadamente até umas 3 horas da manhã, não encontramos. Pensamos que ele estava em alguma moita, em alguma árvore dormindo. Aí nós pensamos, quando amanhecer o dia ele vai retornar ao acampamento, mas ele não apareceu e a gente procurou o domingo o dia todo.  Dentro da mata, na beira do rio, em todo lugar, não achamos nem o rastro dele em lugar nenhum que ele possa ter passado.  Ninguém viu e tinha muita gente lá no acampamento, tem vários acampamentos na beira do rio, disse em entrevista à Gazeta do Cerrado.

Antônio contou também que depois de procurar o domingo inteiro, na segunda-feira, 27/7 o corpo do idoso boiou na água.

“Depois de tanto procurar, na segunda-feira, ele boiou na água. Provavelmente ele caiu na água, se afogou ficou no fundo e quando deu 24 horas ele boiou. Assim que encontramos, entramos em contato com o Corpo de Bombeiros e eles já vieram com o IML, com a Polícia Cientifica e recolheram o corpo e levou para Palmas”.

Começo do problema

Após um dia inteiro de buscas e saber que a vítima que se encontrava ali era o seu sogro que desapareceu, o corpo veio para Palmas.

Conforme as informações de Antônio Barbosa, a família não teve como provar quem era a vítima.

“O corpo foi bastante prejudicado pelos animai. Jacaré, piranha também tem bastante no rio, aí comeram os dois braços dele e  parte da face, daí ele ficou irreconhecível e não teve como provar pro IML que ele era o nosso parente. Só que a sobrinha dele e a irmã estavam lá pra fazer esse exame e até agora não conseguiram fazer”. 

Enterrado como indigente

Uma das reclamações da família é que mesmo tendo a certeza de que é o corpo de seu Antônio Sousa Dias, ele será enterrado como indigente em Caseara.

“Quando foi ontem, o pessoal me ligou falando que o corpo vai ser liberado hoje (31) pra ser enterrado em Caseara que era onde ele morava, só que vai ser enterrado como indigente, porque não conseguiu fazer o exame. Aí eu acho que demora até 30 dias pra dar o resultado do exame, mas até agora ninguém sabe o que será feito. Daí eu vou me deslocar aqui da Lagoa da Confusão para Caseara pra tentar resolver isso”.

Ajuda

A partir de agora, começa uma luta contra o tempo, isso porque a família terá que pagar cerca de R$ 5.200 para fazer o exame que vai identificar o cadáver.

“Nós recebemos a informação agora pela manhã de que o exame é muito caro a gente não tem como pagar. Ficou R$ 5.200 o exame dele e a gente não tem esse valor, não temos como pagar agora, porque acho que o SUS não cobre esse valor”. 

Caso queira ajudar, basta entrar em contato com 63 9291-5499 (por ligação ou whatsapp)

O que diz a SSP

A Gazeta do Cerrado entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-TO).

Através da SSP,  O Instituto Médico Legal (IML) de Palmas esclareceu que o trabalho de identificação de corpos, que chegam em estado adiantado de decomposição e com partes faltando, depende de uma série de fatores. No caso em questão e na impossibilidade de fazer a identificação pelas digitais, pois o corpo chegou sem as mãos, o IML buscou junto à família uma foto do sorriso do suposto ou a indicação de algum dentista para fornecer o prontuário odontológico a fim de que fosse realizada a identificação pela arcada dentária.

Na impossibilidade de fazer os dois exames (papiloscópico e arcada dentária), o IML coletou material para fazer posteriormente o exame de DNA.

O IML ressalta que há indícios de que o corpo reclamado seja do idoso Antônio Sousa Dias, de 66 anos. Contudo, como não há como atestar cientificamente de que se trata dele mesmo, o corpo será sepultado em Caseara pelo IML na presença dos familiares, na condição de Ignorado, até que seja devidamente identificado. Após identificação o IML e família realizarão os trâmites para mudança do registro.

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