Gari que inspira comunidade com ações inovadoras vai dar palestras em curso de Arquitetura

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 11/07/2019

Última atualização em 26/08/2019 14:28

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Valdenise Brandão Ferreira, 36 anos, é uma dessas mulheres capazes de revolucionar o mundo se tiver a oportunidade. Trabalhando como gari há 11 anos, ela tem mudado a vida de muita gente no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio. Como? Projetando e construindo praças onde brinquedos, bancos, mesas e jardins feitos de materiais reciclados dão lugar a antigos lixões.

Val, como é conhecida, trabalha varrendo as ruas da Maré. Ela viu surgir sua primeira chance de fazer a diferença em 2017, em uma área da comunidade que virou ponto de descarte de lixo. Todos os dias, ela e seus companheiros de trabalho na Comlurb precisavam retirar cerca de três toneladas de materiais descartados indevidamente naquele local. Parecia impossível eliminar o que havia se transformado em um lixão.

Foi quando seu antigo gerente teve a ideia de construir no local uma praça. E, sem imaginar, despertou em Valdenise uma paixão e um novo talento: transformar entulho em mobília, brinquedos e jardins. “Recolhemos calotas de pneu, pintamos e fizemos bonecos e canteiros para plantas. Pegamos em praças abandonadas escorregador e balanços quebrados e reformamos”, lembra Valdenise.

De lá pra cá, Valdenise passou a construir uma praça atrás da outra. “O pessoal da comunidade passou a me procurar: ‘cadê a Val, aquela menina que mexe com plantas?’. Falavam de outros pontos de descarte de lixo e pediam para transformarmos em área de lazer”, conta a gari, que muitas vezes tira dinheiro do próprio bolso para comprar tinta e pincel.

Com dicas encontradas na internet, Valdenise aprimora seu trabalho. “Seguindo o passo a passo, aprendi a construir bonecos dos ‘Minions’ que fazem o maior sucesso com as crianças”, diz. E também aprendeu e se envolveu muito com projetos de reciclagem do lixo e plantio de árvores.

Ela tem estimulado moradores da comunidade a juntar o lixo orgânico e os ensina a fazer a compostagem. “São dois benefícios: menos lixo para os aterros e ainda produz adubo para colocar nos nossos canteiros”, explica.

Fonte: Razões Para Viver

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