Mato Grosso do Sul: Fogo atinge fazenda que trabalha para preservar onças e araras

| Gazeta do Cerrado - Para mentes pensantes | - 12/09/2019

Última atualização em 12/09/2019 20:46

Compartilhar no Facebook! Tweetar! Compartilhar no LinkedIn Enviar por email Compartilhar no Whatsapp

erca de 35 mil hectares da fazenda Caiman, em Miranda, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, estão destruídos por queimadas, segundo o Corpo de Bombeiros. No local, acontecem atividades de ecoturismo, pecuária e pesquisas ligadas à preservação de onças, araras azuis e papagaios.

“Por enquanto é possível afirmar que esse é o incêndio de maiores proporções que já vimos em nossos anos de atuação aqui no Pantanal”, resume o projeto Onçafari em post no Instagram nesta quarta-feira (11).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o fogo atingiu a fazenda no início da tarde de quarta-feira (11). Militares, policiais ambientais, equipe de brigadistas do local, um caminhão do Exército e avião agrícola carregado com água conseguiram controlar as chamas.

O fogo se espalhou rapidamente por causa do vento e do tempo seco. Na manhã desta quinta-feira (12) o grupo trabalhava no combate ao rescaldo das chamas.

As chamas não atingiram as pousadas e casas de funcionários, mas chegaram bem perto da sede do projeto Onçafari e passaram pela área onde ficam os recintos de reintrodução de onças na natureza.

No mesmo post em que destacam a dimensão dos estragos, pesquisadores do projeto relatam que conseguiram salvar a onça-pintada Jatobazinho, que está sendo preparada para ser reintroduzida no habitat natural. Ela estava no recinto atingido pelo fogo e foi levada para um local seguro.

Conforme os bombeiros, o incêndio pode ter matado animais que vivem na região mas, por enquanto, não é possível avaliar o prejuízo ambiental.

Emergência

O município onde fica a fazenda está entre os 9 de Mato Grosso do Sul em situação de emergência por causa da quantidade de queimadas. O decreto que coloca as áreas rurais de Miranda, Aquidauana, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Corumbá, Ladário, Bonito, Porto Murtinho e Bodoquena com necessidade de ações de controle urgentes, foi publicado nesta quinta-feira (12) do Diário Oficial do Estado.

A Defesa Civil avalia a situação como “crítica”. O número de focos de queimadas no Pantanal de 1º janeiro a 11 de setembro de 2019 já é 334% maior do que o registrado no mesmo período em 2018; e 43,6% acima da média registrada nos mesmos dias dos últimos 21 anos (de 1998 a 2018). Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Conforme os números do Inpe, Corumbá lidera o ranking do país em queimadas e Mato Grosso do Sul fica em sétimo, com 6.328 focos até 11 de setembro. Em 2012 foram 14.543.

fonte: G1 MS

Acompanhe as redes da Gazeta do Cerrado 24 horas por dia:
Aproveite e siga agora mesmo cada uma de nossas redes, pois cada uma delas possui características próprias e são complementares. Estamos sempre a disposição.
Para denúncias ou coberturas: (63) 983-631-319
Anunciar na Gazeta ou em suas redes sociais: (63) 981-159-796

0 comentários

Participe! Faça seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

*

Direção

Editora Chefe: Maju Cotrim Jacob
[email protected]

CEO, CFO, Diretor Executivo e Marketing: Marco Aurélio Jacob
[email protected]

Expediente

Sub Editor: Brener Nunes

Repórter: Lucas Eurílio

Jornalista: Maju Jacob

Estagiária: Luciane Santana

Assistente de Produção: Maitê Sales

TI: Tiago Bega

Presidente do Conselho Consultor: Stênio Jacob

Contatos

Para sugestões, correções, críticas ou entrar em contato:

Redação: (63) 984-631-319
[email protected]

Para anúncios ou parcerias comerciais

Comercial (63) 981-159-796
[email protected]