A atual primeira-ministra da Dinamarca é Mette Frederiksen, que lidera um governo de centro-esquerda -Foto: divulgação
A atual primeira-ministra da Dinamarca é Mette Frederiksen, que lidera um governo de centro-esquerda -Foto: divulgação

Ivan Leyraud

Na Dinamarca, a alíquota máxima de imposto ultrapassa 55%. Ainda assim, a população não costuma tratar isso como revolta, muitos enxergam os tributos como investimento coletivo.

O país é referência no combate à corrupção e frequentemente lidera os rankings da Transparency International como um dos menos corruptos do mundo. Também aparece entre as nações com maior liberdade econômica segundo a The Heritage Foundation, muitas vezes à frente dos EUA.

A saúde é pública e universal, com cobertura ampla e alta qualidade, contribuindo para uma expectativa de vida superior a 81 anos. A educação básica é forte, o ensino superior é gratuito para cidadãos da União Europeia e o Estado ainda paga o SU (auxílio estudantil) para quem se dedica integralmente aos estudos.

No mercado de trabalho, o modelo de “flexigurança” permite contratações e demissões com menos burocracia, enquanto o trabalhador pode receber seguro-desemprego elevado por até dois anos e ter acesso a cursos de requalificação financiados pelo governo.

Além disso, os gastos públicos são amplamente transparentes e é comum ver políticos levando uma vida simples, o que reduz a sensação de privilégios excessivos.

É um modelo perfeito? Não. Mas é um dos casos mais estudados do mundo quando o assunto é combinar impostos altos, serviços públicos eficientes e confiança institucional.

Ivan Leyraud é Jornalista, Administrador, Gestor Público e Multiartista com Inteligência Artificial.