
A Polícia Civil cumpriu, nesta sexta-feira (6), mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Viúva Negra, que apura o assassinato do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63 anos. A ação ocorreu em Palmas e teve como alvo suspeitos de negociar e fornecer a arma utilizada no crime.
O duplo homicídio aconteceu no dia 17 de junho de 2025, no município de Pium, na região centro-oeste do Tocantins. As vítimas foram encontradas mortas dentro da residência onde moravam, com marcas de disparos de arma de fogo. Os corpos foram localizados por um dos filhos do casal, que era dirigente de uma igreja evangélica em um assentamento da região.
Até o momento, a investigação aponta como envolvidos a ex-nora do casal, o então namorado dela e um homem de 51 anos, todos já presos. Nesta sexta-feira, outros dois suspeitos foram identificados, localizados e ouvidos pela polícia. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
A operação é conduzida pela 57ª Delegacia de Polícia de Pium, com apoio da 59ª Delegacia de Polícia de Cristalândia. Durante o cumprimento dos mandados, um telefone celular foi apreendido e será submetido à perícia.
Segundo a Polícia Civil, os três alvos desta fase da operação teriam participado das negociações e do fornecimento da arma usada na execução do casal. As investigações agora buscam esclarecer se esses suspeitos tinham conhecimento de que o armamento seria utilizado no assassinato.
“Todos os envolvidos nas negociações que antecederam o crime foram identificados, qualificados e ouvidos. Eles forneceram a arma utilizada na execução. Com o material apreendido, entramos na fase final de análise pericial para a conclusão do inquérito”, explicou a delegada Jeannie Daier de Andrade.
Relembre o crime

Francilene e Dorvalino foram assassinados na noite de 17 de junho de 2025, no Assentamento Pericatu. De acordo com a polícia, o suspeito teria parado o veículo a cerca de 30 metros da casa, corrido até o imóvel, efetuado os disparos e fugido em seguida em uma motocicleta. Testemunhas relataram ter visto um homem deixando o local em uma moto.
A ex-nora do casal foi presa no dia 26 de junho de 2025, em Joinville (SC). Três meses depois, em 26 de setembro, o suspeito de executar o crime foi capturado em uma operação conjunta das polícias do Tocantins e de Santa Catarina. Posteriormente, um terceiro homem, apontado como responsável por apoio logístico, também foi preso.
As investigações indicam que o crime teria sido motivado pela inconformidade da ex-nora com o fim do relacionamento com o filho dos pastores. Ela teria feito ameaças ao ex-marido e, em uma das ocasiões, chegou a se passar por um policial identificado como “Sargento Ferreira”.
Após o término do relacionamento, a mulher iniciou um novo namoro com o homem apontado como executor do crime. Os dois viajaram de Santa Catarina ao Tocantins, passando pelo assentamento onde ocorreu o duplo homicídio. Depois, a mulher retornou ao Sul, enquanto o suspeito permaneceu no estado, período em que o crime teria sido cometido. Em seguida, eles se reencontraram em Goiás e seguiram viagem até Joinville.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam até a conclusão do inquérito policial.