Documentos apreendidos com suspeito durante operação — Foto: SSP-TO/Divulgação
Documentos apreendidos com suspeito durante operação — Foto: SSP-TO/Divulgação

Cinco candidatos suspeitos de envolvimento em fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins foram eliminados do certame pela comissão organizadora. As decisões foram oficializadas por meio de editais publicados no Diário Oficial do Estado.

As irregularidades estão relacionadas à primeira fase da seleção, realizada em junho de 2025, e são alvo de investigação da Polícia Civil. No último dia 18 de março, a operação que apura o caso resultou no cumprimento de oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão.

De acordo com as investigações, alguns candidatos teriam desembolsado até R$ 50 mil para que terceiros realizassem as provas em seus lugares. A fraude foi identificada após análise de impressões digitais e assinaturas, que apontaram divergências entre os inscritos e os participantes presentes no exame.

Em nota, a Polícia Militar do Tocantins destacou que as suspeitas envolvem condutas individuais, sem comprometer a lisura geral do concurso. O delegado responsável pelo caso reforçou que não houve vazamento de provas nem prejuízo ao andamento do certame.

A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, também afirmou que as irregularidades são pontuais e não afetam o conjunto da seleção.

Os editais de eliminação foram divulgados na segunda-feira (23). Entre os excluídos, um candidato concorria ao cargo de cadete, enquanto os demais disputavam vagas para soldado. Conforme a comissão organizadora, as eliminações se baseiam em indícios consistentes de fraude, incluindo uso de documentos falsos e adulteração de dados para obtenção de vantagem indevida.

O concurso registrou mais de 34 mil inscritos e oferece 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficial. Os salários variam entre R$ 2.881,53 e R$ 10.842,13. Até o momento, não houve convocação de aprovados.

As investigações apontam que o esquema utilizava “pilotos”, pessoas contratadas para fazer as provas no lugar dos candidatos. Além dos cinco candidatos suspeitos de contratar o serviço, outras três pessoas são investigadas por participação no grupo, incluindo um agente socioeducativo do Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA) e um ex-policial militar da Paraíba.

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que acompanha o caso e que medidas administrativas poderão ser adotadas, caso o envolvimento do servidor seja confirmado. Já a Polícia Rodoviária Federal declarou que está colaborando com as investigações e prestando apoio às autoridades responsáveis.

Íntegra na da nota da Polícia Militar do Tocantins

A Polícia Militar do Tocantins informa que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades relacionadas à conduta de alguns candidatos inscritos no concurso público da Corporação, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade e a lisura do certame.

A situação foi detectada no âmbito da Comissão Organizadora do Concurso da Polícia Militar, que procedeu à análise preliminar das informações e realizou o compartilhamento dos dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins, possibilitando a adoção das medidas investigativas pertinentes pelos órgãos competentes.

A atuação institucional teve como objetivo garantir a transparência do processo seletivo e preservar a integridade do concurso público, reforçando o compromisso da Polícia Militar com a legalidade, a ética e a seleção de profissionais qualificados para o serviço público.

A Polícia Militar do Tocantins destaca que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo.

A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.

O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.

Íntegra da nota da FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) tem atuado em cooperação com a PMTO, fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos.

As suspeitas dizem respeito a condutas individuais, sem impacto sobre o conjunto do certame. A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.

Íntegra da nota da Sejus do Distrito Federal

A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (SEJUS-DF) informa que acompanha com rigor a situação envolvendo o suposto envolvimento de um agente socioeducativo em uma operação policial deflagrada no estado do Tocantins.

Ressaltamos que o caso já foi encaminhado preventivamente à Controladoria Setorial da SEJUS para a apuração dos fatos. A Secretaria reitera seu compromisso com a ética e a transparência pública, assegurando que, caso o envolvimento do servidor seja formalmente confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão rigorosamente adotadas, respeitando o devido processo legal.

Íntegra da nota da PRF do Pará

A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informa que deu apoio, na última quarta-feira (18), à Operação Última Etapa, da Polícia Civil de Tocantins (PCTO), que investiga supostas fraudes em concurso público da Polícia Militar (PMTO).

No Pará, a participação da PRF ocorreu em apoio ao cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas (TO). Entre os investigados pela operação está um policial rodoviário federal que trabalha no Pará.

A PRF acompanha as investigações e apoia as instituições que apuram as supostas fraudes em concurso público.