
A Polícia Civil prendeu o marido e as duas filhas da servidora pública Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, de 55 anos, suspeitos de participação na morte dela. O corpo foi encontrado no Rio Santa Tereza, em Peixe, no sul do Tocantins, em 1º de janeiro de 2026. O crime teria ocorrido durante as festas de fim de ano e, segundo a investigação, estaria relacionado a conflitos familiares.
De acordo com a polícia, os três tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada após operação que também resultou na apreensão de objetos e documentos. O caso segue sob sigilo judicial enquanto a perícia analisa o material recolhido para a conclusão do inquérito.
Quem era a vítima

Deise Carmem era servidora pública e empresária, proprietária de uma fábrica de rodos em Palmeirópolis. Natural de Porangatu (GO), morava no Tocantins havia anos. Familiares a descrevem como uma pessoa alegre, generosa e dedicada ao trabalho. Ela era casada havia três décadas e era a mais nova de 12 irmãos.
Localização do corpo
O corpo foi encontrado por um morador na tarde do dia 1º de janeiro, preso a um banco de areia no meio do rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar o resgate na zona rural de Peixe.
Suspeitos presos
Os investigados são o marido, de 54 anos, e as duas filhas do casal, de 26 e 31 anos. As prisões ocorreram cerca de um mês após o início das investigações, nas cidades de Palmas e Palmeirópolis. A polícia aponta que a motivação estaria ligada a desentendimentos dentro da família.
Causa da morte e investigação
Exames periciais indicam que a vítima foi assassinada e que houve tentativa de ocultação do crime ao lançar o corpo no rio. O celular de uma das filhas foi apreendido e será analisado para identificar possíveis provas.
Reação da família
Parentes afirmaram que desejam justiça e que Deise seja lembrada por sua história e não apenas pelo crime. O corpo foi identificado oficialmente pelo Instituto Médico Legal de Palmas e sepultado em Gurupi.
O que falta esclarecer
A Polícia Civil ainda apura a participação individual de cada suspeito e se houve envolvimento de outras pessoas. Além da suspeita de homicídio, eles podem responder por fraude processual caso fique comprovada tentativa de atrapalhar as investigações. O inquérito é conduzido pela 94ª Delegacia de Polícia de Peixe.