
A Polícia Civil do Tocantins concluiu o inquérito sobre o assassinato do casal de pastores Francilene de Sousa Reis e Silva, de 42 anos, e Dorvalino das Dores da Silva, de 63 anos, ocorrido em 17 de junho de 2025, no assentamento Pericatu, zona rural de Pium, e indiciou seis pessoas pela participação no crime.
De acordo com a investigação, o assassinato foi premeditado, motivado por vingança e executado com divisão de tarefas entre os envolvidos. A principal indiciada, apontada como mandante do crime. Ela teria planejado toda a ação após o fim do relacionamento com o filho das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, a mandante do crime saiu de Santa Catarina até o Tocantins para organizar o crime. Ela realizou o reconhecimento do local, providenciou a arma de fogo, estruturou a logística da execução e efetuou pagamentos aos comparsas, inclusive por meio de transferências bancárias identificadas durante as investigações. Também teria criado perfis falsos em redes sociais para fazer ameaças e tentar despistar a autoria.
O executor dos disparos foi identificado como atual companheiro da mandante, também indiciado. Ele viajou ao estado com o objetivo de cometer o crime e, após reconhecimento prévio da área, entrou na residência das vítimas no dia do crime e efetuou os disparos que mataram o casal.
Outro indiciado, responsável por dar suporte direto à execução. Conforme apurado, ele transportou o atirador até o local em uma motocicleta, intermediou a aquisição da arma de fogo e recebeu valores antes e depois do crime.
Além deles, outros três homens, também foram indiciados. Eles são apontados como responsáveis pela negociação e fornecimento da arma utilizada no duplo homicídio, contribuindo diretamente para a execução do crime.
A Polícia Civil destacou que os indiciados atuaram de forma coordenada, com funções bem definidas, incluindo planejamento, logística, execução e fornecimento de armamento. As diligências reuniram provas técnicas, como dados de telefonia, registros de deslocamento, análise telemática e movimentações bancárias que comprovaram a participação do grupo.
A mandante, o executor e o responsável pelo transporte foram presos preventivamente e permanecem detidos, devendo responder por homicídio qualificado. Já os três envolvidos no fornecimento da arma vão responder em liberdade por comércio ilegal.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais.