Merendeira foi encontrada morta em Araguaína — Foto: Instagram Araguaína 24h/TV Anhanguera
Merendeira foi encontrada morta em Araguaína — Foto: Instagram Araguaína 24h/TV Anhanguera

A Polícia Civil do Tocantins concluiu nesta quinta-feira (12) o inquérito que investigava a morte da merendeira Rozália Gonçalves Pereira, de 36 anos, encontrada morta no início deste ano em Araguaína, no norte do estado. O principal suspeito do crime é o próprio marido da vítima, o vigilante Raimundo Gomes da Silva, de 59 anos, que foi indiciado por feminicídio e é considerado foragido da Justiça.

As investigações foram conduzidas pela 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína. De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no dia 1º de janeiro de 2026.

O corpo de Rozália foi localizado quatro dias depois em um terreno baldio no mesmo bairro onde o casal morava. Moradores acionaram as autoridades após perceberem um forte odor vindo do local. Quando foi encontrado, o corpo já estava em avançado estado de decomposição.

Suspeito de matar Rozália Gonçalves Pereira em Araguaína está foragido – Foto: Divulgação/PC TO

Segundo o delegado responsável pelo caso, Adriano Carvalho, o suspeito acreditava estar sendo traído pela esposa. No dia do crime, ele teria criado um perfil falso em um aplicativo de mensagens para marcar um encontro com a vítima. No horário combinado, Raimundo saiu de casa a pé, levando uma faca.

Ainda conforme as investigações, ao encontrar Rozália no local combinado, o homem a atacou com vários golpes de faca. Após o crime, ele retornou para casa e, na madrugada do dia seguinte, fugiu para o estado do Maranhão, onde possui familiares.

No momento da fuga, o suspeito deixou em casa os cinco filhos do casal, sendo quatro deles ainda crianças na época do crime.

Durante a apuração, a Polícia Civil também constatou que o relacionamento do casal passava por uma crise. A vítima desejava se separar, mas o suspeito não aceitava o fim do relacionamento.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva de Raimundo Gomes da Silva, que segue foragido.

“O trabalho investigativo reuniu elementos que apontam o companheiro da vítima como autor desse feminicídio brutal. Além de tirar a vida da esposa, ele deixou os próprios filhos abandonados. Nesse momento, qualquer informação da população pode ajudar na localização do suspeito”, destacou o delegado Adriano Carvalho.

A Polícia Civil reforça que informações que possam ajudar na localização do foragido podem ser repassadas pelo telefone 197, pelo disque-denúncia da instituição, ou pelo WhatsApp da 2ª DHPP, no número (63) 3901-7485. O anonimato é garantido.

Feminicídios em Araguaína

Levantamento da Polícia Civil aponta que, desde 2022, três casos de feminicídio foram registrados em Araguaína. Em todos eles, segundo a corporação, os autores foram identificados durante as investigações.

De acordo com a instituição, os números demonstram o trabalho de investigação no combate à violência contra a mulher, com foco na responsabilização dos autores e na resposta à sociedade e às famílias das vítimas.