
Cerca de 100 policiais, helicóptero em sobrevoo constante e drones com sensor térmico vasculhando a mata. O cerco montado no sudeste do Tocantins tenta capturar dois suspeitos de tráfico que seguem escondidos após confronto que terminou com quatro mortos no fim de semana.
As buscas se concentram em uma área de mata fechada entre os municípios de Paranã e São Salvador do Tocantins, onde foi descoberta uma pista clandestina usada, segundo as investigações, como ponto de apoio para voos ilegais. No local, foram apreendidos cerca de 500 quilos de pasta-base de cocaína.”Restam dois que estão na região de mata, inclusive foi identificado através do drone das filmagens que um deles está com um fuzil. Temos mobilizados lá aproximadamente 100 policiais, entre policiais militares de Goiás e Tocantins. A aeronave de Goiás está lá, o helicóptero, fazendo essas buscas, além de drones termais. Todos os recursos tecnológicos e humanos possíveis, nós estamos empregando para capturar esses criminosos”, afirmou o comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins, coronel Márcio Barbosa.
A ofensiva faz parte da Operação Entre Rios, ação conjunta da Polícia Federal do Brasil, da Polícia Militar do Estado de Goiás e da PM tocantinense. Policiais goianos passaram aproximadamente dez dias infiltrados na mata até o momento da abordagem.
De acordo com o subcomandante da PM de Goiás, major Filogonio Junio da Costa, entre seis e sete suspeitos correram para a mata no momento da ação. “As equipes fizeram a incursão e houve confronto, resultando em quatro mortos”, relatou.
Imagens registradas na área mostram galpões abastecidos com galões de combustível e estruturas improvisadas. Também foram encontrados buracos escavados no solo, usados para esconder a droga. A suspeita é de que a quadrilha opere em esquema internacional, trazendo entorpecentes da Bolívia para distribuição no Nordeste, utilizando o Tocantins como rota estratégica.
Segundo o comandante da PM do Tocantins, a região onde ocorre a caçada é isolada e está cercada entre dois rios, o que dificulta fuga. “Não vejo risco para a população. A área está muito bem fechada”, afirmou.