
A disputa pelas vagas de deputado federal no Tocantins para as eleições de 2026 ganha novos contornos e maior densidade política, com a confirmação de dois ex-governadores no tabuleiro eleitoral e a consolidação de nomes já testados nas urnas, além do surgimento de novas lideranças regionais.
Os holofotes se voltam, especialmente, para Mauro Carlesse e Sandoval Cardoso, que entram na disputa trazendo consigo capital político acumulado ao longo de gestões no Executivo estadual. A presença de dois ex-chefes do Palácio Araguaia no mesmo páreo eleva o nível do debate e reposiciona forças, uma vez que ambos carregam recall eleitoral, redes consolidadas e capacidade de articulação nos municípios.
Ao lado desses nomes de peso, a corrida federal também conta com pré-candidaturas competitivas já bem posicionadas regionalmente. Jair Farias desponta como um nomes mais comentados para a disputa e representante com forte ligação e que vem com forte apelo do Bico do Papagaio, região onde concentra base eleitoral sólida, mas que também expandiu sua presença para outros municípios do estado. Outro nome observado com atenção é o de Janad Valcari, que aparece no radar como candidata competitiva, sustentada por bases consolidadas e bom trânsito político.
Entre os atuais parlamentares que devem buscar a reeleição, Ricardo Ayres entra no processo com avaliação positiva de seu mandato em suas principais bases, enquanto Tiago Dimas mantém uma agenda intensa de articulações nos municípios. O campo evangélico segue representado por Felipe Martins e Eli Borges, ambos com eleitorado fiel e atuação direcionada a pautas conservadoras.
A disputa também abre espaço para novos nomes que tentam transformar projeção local em viabilidade estadual. É o caso de Lucas Campelo, vereador de Araguaína que vem se destacando politicamente e começa a ser visto como uma aposta competitiva. Na mesma linha aparecem Alfredo Júnior e Raul Guimarães, este último irmão do deputado Alexandre Guimarães, que intensificou as articulações junto às suas bases eleitorais. Há expectativas ainda para saber quais serão as apostas governistas dentre atuais integrantes da gestão que devem se desincompatibilizar para a disputa.
Com oito vagas em jogo, o cenário aponta para uma disputa acirrada, pulverizada e marcada por diferentes perfis: ex-governadores, parlamentares em busca da reeleição, representantes regionais e estreantes com forte inserção local. Mais do que poderio político ou econômico, cresce a expectativa de que o eleitorado avalie a qualidade dos mandatos, a coerência das causas defendidas e a capacidade de representação real do Tocantins em Brasília.
A tendência é de uma eleição disputada voto a voto, em que trajetória, desempenho e conexão com as demandas da população podem pesar tanto quanto estruturas partidárias e alianças tradicionais.