Deputado Estadual Nilton Franco - Divulgação
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Maju Cotrim

A semana começa com a expectativa de possibilidade de abertura de impeachment contra o governador afastado, Mauro Carlesse. Nos bastidores, maioria dos deputados já se manifestou a favor da abertura.

“A possibilidade é grande, maioria dos deputados é a favor, acredito que amanhã já tem parecer e estamos esperando ainda um novo pedido de impeachment”, adiantou.

Nos bastidores a informação é que outro pedido de impeachment será protocolado, já há dois na Casa.

“Amanhã será um dia decisivo, sou favorável ao impeachment”, declarou Franco em exclusiva á Gazeta.

Ele defendeu ainda que o voto seja aberto. A mudança será proposta pelo próprio presidente Antônio Andrade.

Pedidos

Até o momento há dois pedidos de impeachment contra o governador afastado Mauro Carlesse (PSL) protocolados na Assembleia Legislativa do Tocantins. O primeiro é do sindicalista Cleiton Pinheiro, com data de protocolo no dia 9 de novembro e o segundo, do deputado Júnior Geo (PROS) no dia 24 de novembro.

O que alega cada um?

pedido do deputado Geo possui apenas 9 páginas e aponta como crimes de responsabilidade, a partir dos fatos revelados nas operações Hygea e Èris, da Polícia Federal:

a) a violação aos direitos e garantias sociais dos cidadãos do Tocantins ao gerar situação de penúria dos serviços públicos;

b) administração temerária do Estado por não observância da conservação do patrimônio estadual;

c) incompatibilidade com a dignidade, a honra e o decoro na administração.

Geo cita a Lei do Impeachment e a Constituição estadual (artigo 41), mas não o Regimento Interno da Casa como base legal para processar seu pedido, que requer o recebimento e decisão pela procedência da denúncia para afastar Carlesse até a decisão final. No final, o deputado quer a decretação da perda do cargo.

A representação de Pinheiro é mais extensa, 75 páginas, cita como fundamento a Constituição, também o artigo 41 que trata os crimes de responsabilidade e recorre ao regimento interno, em seu artigo 213 que descreve o rito para este processo.

Ambos, porém se baseiam nos fatos revelados pela operação Hygea e Éris, da Polícia Federal, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A representação de Pinheiro contém dezenas de páginas sobre a situação fiscal e financeira do Tocantins, dívidas com servidores e medidas administrativas apontadas como entraves à carreira pública para pedir, ao final, o cumprimento do rito do impeachment conforme o regimento da Casa.

Brener Nunes

Repórter

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Jornalista formado pela Universidade Federal do Tocantins

Maju Cotrim
Trocando em Miúdos

Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!

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