
As movimentações em torno da janela partidária transformaram esta semana em um verdadeiro tabuleiro de xadrez político no Tocantins. Nos bastidores, especulações se intensificaram, nomes foram ventilados e viagens a Brasília se tornaram frequentes, especialmente entre parlamentares com mandato que buscam reposicionamento estratégico para 2026.
Entre os 24 deputados estaduais, a expectativa nos corredores políticos é de que pelo menos 30% avaliem a possibilidade de mudança de partido. O objetivo é claro: reorganizar forças, garantir melhor composição de nominata e ampliar as chances de sobrevivência eleitoral no próximo pleito.
As conversas têm envolvido presidentes nacionais de siglas e lideranças estaduais. No centro da disputa estão três partidos considerados hoje os mais cobiçados no Estado: Republicanos, União Brasil e PL, que despontam como os principais destinos desejados por parlamentares em busca de maior competitividade. No entanto, o Podemos, liderado pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos, também tem se movimentado além do PSDB do pré-candidato ao governo, Vicentinho Júnior, que tem feito conversações para saber se ambos os deputados permanecerão na legenda com expectativa de entrarem outros nomes.
O PSD mantém as articulações em torno das montagens proporcionais, principalmente a chapa de federal. Partidos da federação PT, PCdoB e do PV também podem atrair outros nomes.
Paralelamente, articulações também giravam em torno do comando do PP, que passou esta semana para o casal Valcari após a saída do deputado federal Vicentinho Júnior. Nos bastidores, havia interesses diretos de grupos políticos em assumir o controle da sigla, de olho na montagem estratégica da chapa proporcional. A deputada Janad Valcari sairá do PL para a legenda e, com isso, aumentam as cogitações em torno do partido liderado pelo senador Eduardo Gomes e ainda as repercussões sobre o efeito disso internamente na federação com o UB.
Deputados estaduais fazem cálculos, analisam o desempenho das nominatas e estudam cenários com base no quociente eleitoral. A matemática partidária, mais do que afinidade ideológica, tem pesado nas decisões.
Embora muitas especulações ainda não tenham confirmação oficial, o clima é de intensa reorganização. A janela partidária, tradicionalmente marcada por movimentos silenciosos, neste ano ganha contornos mais evidentes e promete redesenhar o mapa político do Tocantins. Os federais que vão buscar reeleição também são alvo de especulações de mudança de partidos.
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!
Coluna escrita por Maju Cotrim escritora e consultora de comunicação. CEO Editora-Chefe da Gazeta do Cerrado. Jornalismo de causa, social, político e anti-fake!