
O ex-deputado e ex-prefeito Paulo Mourão comentou em entrevista à Record News sobre os planos e articulações para uma possível pré-candidatura ao Senado. Ele defendeu mais inclusão social no Estado e a formação de uma frente ampla pela reeleição do presidente Lula.
Mourão revelou que está aguardando uma conversa com o presidente Lula e com o presidente nacional do PT, Edinho, para tratar da possibilidade de sua pré-candidatura ao Senado. “precisamos fazer com que o Partido dos Trabalhadores coordene o movimento de uma frente ampla em defesa do Estado”, pontuou.
“Estamos em compasso de decisão, aguardando o chamamento do presidente Lula”, disse ao defender um palanque em defesa do presidente no Estado.
Mourão disse ainda que PV e PCdoB precisam respeitar a federação.
Mourão, porém, sinalizou claramente sua disposição para a disputa: “Sou um soldado raso, estou na linha de frente na defesa de um projeto que possa melhorar o Estado”, disse. Ele afirmou ainda que “a questão não é partidária, a questão é amar esse Estado”, ao revelar diálogos com vários prefeitos das maiores cidades.
“Uma candidatura vai depender do que acertemos nessa frente ampla”, pontuou.
Paulo Mourão afirmou não ter “cabimento” os tocantinenses escolherem candidaturas ao governo e ao Senado contra o presidente Lula.
“Precisamos nos identificar com um projeto que seja casado com o governo federal e estadual”, defendeu.
Ele disse não ver nenhuma candidatura atualmente no Tocantins que defenda o governo Lula e citou que há críticas muito ácidas. “Votam tudo contra e depois são beneficiados”, disse sobre parlamentares federais do Tocantins.
“Todos os candidatos estão no campo não são de apoio ao presidente Lula”, analisou sobre a disputa ao governo. Ele defende que a esquerda construa uma plataforma de um projeto novo onde o compromisso seja o desenvolvimento do Estado, mas “acoplado” a ele a reeleição do presidente Lula.
Wanderlei
Paulo Mourão falou sobre a situação fiscal do Estado e comentou a ligação que fez ao governador Wanderlei Barbosa, parabenizando-o por isso. “Quando fiz ao governador essa opinião, é porque o estado recuperou que sempre falei sobre a lei de responsabilidade fiscal, o equilíbrio financeiro do estado, então ele está bem na relação receita líquida com despesa, está bem no comprometimento da dívida e da poupança e atingiu a letra B+”, comentou.
“Eu falo a verdade e não fico bajulando político, nem presidente eu bajulo, sou de reconhecer méritos e criticar equívocos”, disse.