Prática comum em cidades do TO, convívio com animais silvestres requer atenção e cautela

Por Gazeta do Cerrado | 29/10/2020

Última atualização em 29/10/2020 13:28

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Arara – Foto – Fernando Alves

Durante o mês de outubro, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) reforçou a importância da proteção e dos direitos da fauna, em razão do Dia Mundial dos Animais, celebrado no dia 04 de outubro. Nas redes sociais, a Semarh explicou os diferentes grupos, sendo eles: animais de produção, de laboratório, silvestres, domésticos e esportivos, além de explorar informações sobre algumas espécies do cerrado. Com a aparição de animais silvestres cada vez mais frequentes nas cidades, a atenção voltada para eles deve ser ainda mais cautelosa.

O agropecuarista Luis Carlos Chilanti notou a presença de um casal de araras em sua casa e acompanhou o desenvolvimento de um ninho feito no alto de uma palmeira. “Há três anos eu notei a aparição dessas araras, eu tinha duas palmeiras imperiais e uma delas morreu. Elas logo perceberam o tronco alto e ficaram vigiando por meses até sentirem segurança em relação a predadores”, relata.

“Elas começaram a cavar o tronco com mais ou menos 50 centímetros de profundidade para a construção do ninho. Nas duas primeiras vezes foram colocados um ovo em cada e agora na terceira ninhada vieram dois ovos”. Ainda segundo o agropecuarista, as araras fazem um trabalho incrível, tanto na construção do ninho, quanto no treinamento dos filhotes para a preparação dos primeiros voos. “Nós observamos elas de longe para não as assustar. Não podemos alimentá-las, mas vemos elas saindo para caçar comida na natureza”, finaliza.

Foto – Luis Carlos Chilanti

A zootecnista Angélica de Paiva Vendramini Furtado, membro do Comitê Estadual de Proteção e Defesa dos Animais (Pró-Animais), explica o motivo desses animais silvestres serem tão importantes para a natureza e porque eles migram para os centros urbanos. “As araras têm papel fundamental para preservação do cerrado por serem dispersoras de sementes, contribuindo com a repovoação e manutenção da flora do cerrado. Com o avanço da tecnologia e aumento de plantações, pastos e lavouras essas aves estão se deslocando cada vez mais para as cidades em busca de natureza para se manterem vivas”, pontua.

Segundo a engenheira agrônoma e Gerente de Biodiversidade e Áreas Protegidas da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Tocantins (Semarh), Cristiane Peres, a frequente aparição nas cidades está relacionada ao desmatamento e às queimadas nas matas. “Esses animais vêm para a cidade em busca de alimento e água, durante a época de seca, quando mais queimam as matas, eles aparecem com mais frequência para lutar pela sobrevivência”, pontuou.

A gerente informa sobre a forma correta de agir ao se deparar com algum destes animais em casa ou na rua. “Orientamos sempre a população para que não se aproximem dos animais e nunca tente alimentá-los. O correto é entrar em contato com um órgão competente o mais rápido possível para que seja feito o resgaste de maneira correta, principalmente se estiver ferido”, esclarece.

As autoridades devem ser contatadas através dos seguintes contatos: Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) pelo 3218-2731; Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), nos números 3218-2659 (atendimento ao usuário), 3218-2657 (Fauna) e 08000 63 1155 (linha verde); além do Corpo de Bombeiro Militar (CBMTO), pelo 193.

Comitê Pró-Animais

O papel do Comitê Pró-Animais é promover, estimular, fortalecer e avaliar a implementação das Políticas Públicas Estaduais em defesa dos direitos dos animais em todo o Estado do Tocantins, através de debates para a discussão e tomada de decisões sobre o tema. A composição dos membros e respectivos suplentes do Comitê Pró-Animais é feita por indicações dos órgãos, entidades públicas e privadas a que representam, e designados por ato do Secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos para mandato de dois anos, permitida uma recondução. Para o cumprimento de suas atribuições, o Comitê conta com o apoio de órgãos e entidades públicos ou privados, da sociedade civil organizada, assim como especialistas e técnicos.

O Comitê realizou a I Semana de Conscientização e Proteção dos Direitos dos Animais, entre os dias 06 e 09 de outubro deste ano de forma virtual, através de palestras, com o objetivo de estimular uma reflexão acerca dos direitos dos animais.

O secretário do Meio Ambiente Estadual, Renato Jayme, destacou que outubro foi um mês de reflexão e muitos debates acerca dos direitos dos animais. “Tivemos a oportunidade de conhecer melhor as demandas das instituições que atuam cuidando dos animais, e com isso, foi possível alinhar planos que possam resguardar ainda mais os direitos dos animais”, pontuou.

Fonte: Ascom SEMARH-TO

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