Fevereiro Laranja reforça alerta sobre leucemia e importância do diagnóstico precoce; TO tem cerca de 60 novos casos

O Fevereiro Laranja é uma campanha nacional de conscientização que busca informar a população sobre a leucemia, um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce e da doação de medula óssea, que pode salvar vidas.

A hematologista da Rede Medical, Cleide Caroline, explica que muitas doenças do sangue podem não apresentar sintomas claros no início. “As doenças hematológicas, incluindo a leucemia, podem começar de forma silenciosa. Quando a pessoa reconhece os sinais precocemente e procura atendimento médico, as chances de diagnóstico rápido e tratamento adequado aumentam muito”, afirma.

Entre os sintomas que não devem ser ignorados estão cansaço excessivo, palidez, falta de ar aos pequenos esforços, febre persistente, perda de peso sem causa aparente, infecções frequentes, sangramentos fáceis, manchas roxas pelo corpo, aumento de gânglios e dor óssea. Esses sinais precisam ser investigados, e um exame simples, como o hemograma, pode ser o primeiro passo para identificar alterações importantes.

Estimativas no Tocantins

De acordo com as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de casos novos de câncer no Brasil é de 781.050 por ano, considerando o triênio 2026 a 2028, o que corresponde a um risco estimado de 364,62 casos novos a cada 100 mil habitantes. Dentro desse cenário, as leucemias seguem entre as doenças hematológicas que exigem atenção especial.

No estado do Tocantins, a estimativa para 2026 é de cerca de 60 novos casos de leucemia, somando homens e mulheres, com base nas taxas brutas e ajustadas de incidência por 100 mil habitantes. Os dados reforçam a importância da informação e da busca por avaliação médica diante de sintomas persistentes.

Além das leucemias, o Fevereiro Laranja também amplia o olhar para outras doenças hematológicas, como anemias, distúrbios das plaquetas, linfomas e mieloma múltiplo. “Algumas doenças têm cura, especialmente quando diagnosticadas cedo. Outras são crônicas, mas com acompanhamento adequado, o paciente pode ter excelente qualidade de vida”, explica a médica.

A hematologista lembra que a campanha também reforça a importância da doação de medula óssea. Pessoas entre 18 e 35 anos, em boas condições de saúde, podem se cadastrar como doadoras em um hemocentro. A informação correta ajuda a reduzir o medo, combater o estigma e ampliar o número de doadores, e a solidariedade, aliada ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento médico, pode salvar vidas.