Susto e agonia! Paciente da ala psiquiátrica do maior hospital público do TO fica mais de 12 horas perdido pelas ruas

Por Maju Cotrim | 20/01/2021

Última atualização em 20/01/2021 14:02

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Parentes de um homem internado da área psiquiátrica do Hospital Geral de Palmas (HGP) viveram momentos de tensão nesta terça-feira (19), após ele escapar da unidade de saúde e ficar mais de 12 horas perdido pelas ruas da capital. O paciente só foi encontrado pela família na manhã desta quarta-feira (20).
“Ele deu entrada na segunda-feira (18), por volta de meio-dia, na área de psiquiatria. Ficou no corredor, mas com muita movimentação no local, ele ficou muito agitado. Meu tio não conseguiu contê-lo e ele saiu do hospital, não se sabe por onde”, contou Moises Bezerra Rodrigues, que é primo do paciente.

O homem de 40 anos vive em Aparecida do Rio Negro e foi transferido para Palmas após uma crise. Ele foi encontrado em uma rotatória da Arse 72 (706 Sul), no início da manhã, depois que a família divulgou informações e pediu ajuda nas redes sociais.

Moisés Bezerra explicou que o primo chegou a ser avistado em várias regiões, inclusive em praias da cidade, mas sempre que a família chegava ao local indicado ele já tinha ido embora.

“O hospital tinha que ter esses cuidados de vigiar as saídas para não deixar um paciente escapar. É perigoso pra ele, para a família e até para as outras pessoas. No corredor não tem maca, não tem quarto. Triscou nele, já fica agitado.”

A falta de segurança nos hospitais públicos, inclusive, é um problema antigo no estado. Desde 2019 há inúmeros registros de furtos, roubos e até agressões a servidores dentro dos hospitais. No ano passado o governo até tentou dispensar licitação para contratar uma empresa, mas o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas Estadual.

O que diz Secretaria de Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Hospital Geral de Palmas (HGP), informou que o paciente citado deu entrada na segunda-feira (18) e estava recebendo todos os cuidados da equipe multiprofissional.
“Após uma crise psicótica evadiu–se da unidade. A SES ressalta que durante a permanência no hospital, o usuário estava acompanhado pelo pai. O paciente já se encontra internado na unidade”, diz a nota.
A SES não respondeu porque o paciente ficou internado no corredor, como ele conseguiu sair da unidade, porque não foi contido pelos servidores ou se contribuiu com as buscas.
Sobre a falta de segurança no hospital, a SES voltou a afirmar que “o processo licitatório para contratação de empresa especializada em serviços de segurança e vigilância patrimonial, para atender as Unidades de Saúde do Estado, já foi iniciado”. Só que também não deu um prazo de quando isso deve acontecer.

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