
O Tocantins entrou no noticiário após leitores identificarem cinco citações ao Estado nos documentos divulgados do caso envolvendo Jeffrey Epstein. A repetição do nome chamou atenção, mas o contexto é outro.
As menções não aparecem em e-mails pessoais, listas de contatos ou registros de viagens. Estão todas concentradas em um único arquivo técnico: um boletim internacional de segurança e saúde, no formato “Daily Digest”, datado de 17 de março de 2017.
O material foi enviado por Dave Johnson, da área de logística operacional, e integra um sistema automatizado de monitoramento global. O relatório é produzido pela MedAire em parceria com a Control Risks, empresas que prestam serviços de análise de risco para corporações e operações internacionais.
No mesmo documento em que o Tocantins é citado, há alertas sobre tempestades de neve no Canadá, paralisações na Argentina e ocorrências em diversos outros países. É um compilado diário de eventos que podem impactar deslocamentos e operações pelo mundo.
O Estado aparece na lista por causa de um alerta sanitário. Naquele período, o Brasil enfrentava a expansão de casos de febre amarela. O boletim incluía o Tocantins entre áreas com risco de transmissão e mencionava investigações de casos suspeitos. A recomendação era clara: passageiros com destino às regiões listadas deveriam estar vacinados ao menos dez dias antes do embarque.
Esse tipo de documento faz parte da rotina de equipes que organizam voos privados e itinerários globais. Não há, no arquivo, qualquer referência a viagem, agenda, negócio ou presença de Epstein no Tocantins. A citação ao Estado está restrita ao monitoramento epidemiológico internacional.
Confira os trechos mencionados no documento.