
Os camelos que chamaram atenção nas redes sociais ao serem flagrados em uma fazenda no Jalapão já foram utilizados em passeios turísticos no Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada em reportagem exibida pela TV Anhanguera.
De acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), os animais chegaram ao estado em abril de 2024 e são mantidos de forma regular em uma propriedade rural localizada no município de Rio Sono, em área que faz divisa com Lizarda, no leste do Tocantins.
O órgão informou que toda a documentação exigida foi verificada, incluindo a Guia de Trânsito Animal (GTA), e que, do ponto de vista sanitário, não há irregularidades na manutenção dos animais.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo que mostra quatro camelos descansando na fazenda. As imagens rapidamente viralizaram por retratarem uma cena incomum, já que a espécie não é comum no Tocantins. O morador responsável pelo registro demonstrou surpresa ao encontrar os animais. “É diferenciada. Até camelo tem aqui”, comentou.
Diferença entre camelo e dromedário
Segundo o biólogo Claudio Montenegro, apesar de serem parentes, camelos e dromedários se diferenciam principalmente pela quantidade de corcovas no dorso.
“Os camelos, da espécie Camelus bactrianus, possuem duas corcovas, enquanto os dromedários (Camelus dromedarius) têm apenas uma”, explicou.
O especialista destacou ainda que esses animais foram importados para o Brasil, principalmente no passado, para compor acervos de zoológicos, atrações circenses e atividades turísticas. “Eles são originários da Ásia, da África e do Oriente Médio. Atualmente, a legislação não permite mais a importação, mas ainda existem animais provenientes dessas importações antigas, inclusive em resorts do Nordeste, onde eram usados para passeios nas dunas”, afirmou.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que o dromedário consta na lista de espécies isentas de controle para fins de operacionalização, conforme a Portaria nº 2.489/2019, sendo classificado como espécie doméstica.