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O Tocantins entra em 2026 com o olhar atento da sociedade voltado às declarações e, sobretudo, às posturas políticas que começam a se desenhar no tabuleiro eleitoral. Mais do que frases de efeito ou movimentos isolados, o eleitor acompanha sinais de coerência (ou a falta dela ) entre o que se diz, o que se faz e o que se constrói coletivamente.

As eleições deste ano tendem a ser, antes de tudo, um teste de coerência política: No discurso, nas práticas, na consolidação de grupos e alianças e, principalmente, na formatação de um projeto claro e viável para o futuro do Tocantins. Não se trata apenas de nomes, mas de caminhos.

Entre os pré-candidatos já colocados, a senadora Professora Dorinha aparece liderando todas as pesquisas até o momento, sustentada por uma trajetória conhecida e por uma base política consolidada. Laurez Moreira, por sua vez, atravessa agora uma fase desafiadora após os 90 dias em que foi testado interinamente, período que naturalmente elevou o grau de cobrança sobre sua capacidade de articulação e entrega política.

Já Ataídes aposta nos vídeos nas redes sociais, com um discurso que, por vezes, assume um tom radical. Mauro Carlesse, há meses, anuncia a intenção de rodar o Estado, tentando retomar protagonismo político e reconectar sua imagem a uma base que ainda avalia seu legado. Ao mesmo tempo, novos nomes como o deputado federal Vicentinho Júnior começam a se colocar nos últimos dias como possibilidades, trazendo intenções, narrativas e promessas que ainda precisarão ser testadas pelo debate público.

Nesse cenário, histórias e legados passam a ser revisados com lupa. O passado pesa, as decisões tomadas retornam ao centro da discussão e a memória política do eleitor se mostra mais ativa do que muitos imaginam.

Os pré-candidatos terão, portanto, uma escolha estratégica a fazer: conduzir pré-campanhas focadas na tentativa de “desconstruir” adversários apostando no desgaste alheio ou apresentar, de forma clara e consistente, aquilo que de fato defendem, quais valores sustentam e que projeto oferecem ao Tocantins, buscando aceitação a partir de propostas e não de confrontos.

O ambiente que começa a se formar aponta para uma disputa em que a retórica vazia tende a perder espaço para a cobrança por alinhamento entre discurso e prática. O cenário da chamada “eleição da coerência” já começou a ser montado. E, ao que tudo indica, será nesse terreno que muitos projetos serão confirmados e outros, inevitavelmente, ficarão pelo caminho.