EXCLUSIVO! À Gazeta Laurez revela que determinou cortes de custeio de até 50%, garante que não fará exonerações em massa e alega sobre relações políticas: “ninguém me manipula”

Maju Cotrim

O governador em exercício Laurez Moreira concedeu uma entrevista exclusiva à Gazeta do Cerrado na manhã desta sexta-feira, 12 de setembro. Ele contou as primeiras determinações que fez ao secretariado com relação à situação da máquina pública. Laurez está no cargo há mais de uma semana após o afastamento do titular Wanderlei Barbosa.

“Cortei todas as despesas supérfluas, primeiro temos que organizar o Estado, cancelei todas as viagens nacionais e internacionais, agora tem que passar por mim pra ver se realmente justifica”, disse.

Ele quer corte de Custeio em até 50%: “as que estão gastando mais vamos cortar é mais”, chegou a dizer.

Ele deu prazo de 10 dias para cada pasta apontar o que mais dá para cortar em cada secretaria.

“O Estado está perdendo recurso federal que vem para fazer obras, o governo não tem dinheiro para as contrapartidas, não justifica o Estado fazer o que estava fazendo”, acusa.

Ele estimou à Gazeta que dentro de uns 10 dias vai ter uma radiografia geral da autuação econômica do Estado. “Os contratos são todos de arrepiar”, chegou a alegar.

Exonerações?

“Não quero mexer nisso, as exonerações serão pontuais, não haverá exoneração em massa de contratos”, chegou a dizer.

“Proibi governador de ter folga final de semana. Quero acertar e vamos ser um dos mais transparentes do país”, chegou a dizer.

Relações políticas

“Vou primeiro sanear o estado, organizar as coisas para depois ver isso. Aqui era tocado primeiro política e gestão zero, agora vou fazer diferente”, disse quando questionado se fará contato com a bancada federal e prefeitos.

Influências de Irajá e Kátia

Questionado sobre críticas que vem sofrendo por supostas influências de alguns aliados como o senador Irajá e a ex-senadora Kátia, que esteve com ele no Palácio, ele afirmou que está buscando a colaboração de todos que quer ajudar e minimizou “interpretações políticas”: “sou um homem que tem ideias próprias, ninguém me manipula, tenho minhas convicções, não vou dispensar ninguém que queira ajudar o Tocantins, as portas estão abertas, meu governo é de conciliação e de união”, disse.