Liberato Póvoa
Liberato Póvoa

Equipe Gazeta do Cerrado

O desembargador aposentado Liberato Póvoa faleceu nesta quarta-feira, 25. A Gazeta confirmou a informação com familiares e amigos. Ele vinha se recuperando após uma cirurgia na bexiga.

O velório acontece a partir das 14 horas, no Jardim das Palmeiras; e o sepultamento, às 10 horas desta quinta-feira, 26, ocorrerão em Goiânia.

Sobre Liberato

Liberato era es­cri­tor nas­ci­do em 12/04/1944, na en­tão go­i­a­na Di­a­nó­po­lis, ho­je no Es­ta­do de To­can­tins. Fi­lho da tra­di­cio­nal fa­mí­lia Pó­voa, com­pos­ta de pes­so­as da me­lhor ce­pa, Li­be­ra­to ba­cha­re­lou-se em Di­rei­to pe­la Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Mi­nas Ge­ra­is (UFMG).

Exer­ceu a ad­vo­ca­cia e, por con­cur­so pú­bli­co, in­gres­sou na Ma­gis­tra­tu­ra, atu­an­do co­mo ju­iz, em Go­i­ás. Com a cri­a­ção do To­can­tins, foi no­me­a­do de­sem­bar­ga­dor no Tri­bu­nal de Jus­ti­ça do no­vo Es­ta­do, Cor­te da qual foi pre­si­den­te, vi­ce, cor­re­ge­dor ge­ral, além de ocu­par, tam­bém, a pre­si­dên­cia de to­das as su­as co­mis­sões per­ma­nen­tes.

Por atri­bu­i­ção cons­ti­tu­ci­o­nal, ocu­pou por bre­ve pe­rí­o­do o car­go de go­ver­na­dor do Es­ta­do. Ali em sua ter­ra e ber­ço, te­ve atu­a­ção pro­fí­cua e pro­lí­fi­ca. Foi pro­fes­sor de Di­rei­to In­ter­na­ci­o­nal, na Fun­da­ção Uni­ver­si­da­de do To­can­tins (Unitins); mem­bro fun­da­dor da Aca­de­mia de Le­tras Ju­rí­di­cas do Es­ta­do do To­can­tins e da Aca­de­mia To­can­ti­nen­se de Le­tras; pre­si­den­te es­ta­du­al do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Ma­gis­tra­dos; mem­bro cor­res­pon­den­te da “So­ci­e­dad Pe­ru­a­na de Cri­mi­no­lo­gia y Ci­ên­cia Pe­ni­ten­ci­a­ria”, den­tre ou­tras fun­ções. Acres­cen­te-se a sua atu­a­ção co­mo além de de­pu­ta­do fe­de­ral e de­pu­ta­do cons­ti­tu­in­te jun­to à so­be­ra­na As­sem­bleia Fe­de­ral Le­gis­la­ti­va do Gran­de Ori­en­te do Bra­sil.

Apo­sen­ta­do por tem­po de ser­vi­ço, o pai de fa­mí­lia exem­plar, exer­ci­das to­das es­sas ati­vi­da­des e com in­ve­já­vel ba­ga­gem cul­tu­ral, o Dr. Li­be­ra­to, de­di­cava-se a fa­zer o que mais gos­tava: mai­or tem­po com a fa­mí­lia e pa­ra ler e es­cre­ver, além, é cla­ro, de ad­vo­gar.