
Diante de indícios de aumento abusivo nos preços dos combustíveis, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) recomendou a adoção de medidas para reforçar a fiscalização e coibir práticas irregulares na Comarca de Colinas.
A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Raimundo Fábio da Silva e tem como foco postos revendedores de combustíveis, além de órgãos responsáveis pela fiscalização, como o Procon e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O MPTO orienta que os fornecedores não realizem aumentos arbitrários nos preços dos combustíveis, ou seja, sem justificativa baseada no custo real de aquisição dos produtos.
Caso os preços já tenham sido elevados sem fundamento, a recomendação prevê que sejam ajustados aos valores praticados anteriormente, sob pena de aplicação das sanções legais. Segundo o Ministério Público, práticas abusivas podem configurar infração à ordem econômica e violação aos direitos do consumidor.
Fiscalização intensificada
A recomendação também determina que o Procon e a ANP realizem ações de fiscalização em todos os postos da região, com o objetivo de identificar e reprimir irregularidades.
Os órgãos deverão apresentar, no prazo de 30 dias, relatório das diligências realizadas, além de comunicar eventuais infrações ao Ministério Público.
Proteção ao consumidor
O MPTO destaca que o fornecimento de combustíveis é um serviço essencial e que os preços devem respeitar critérios de razoabilidade e proporcionalidade. A prática de aumento abusivo, além de prejudicar diretamente o consumidor, pode comprometer a economia local e configurar crime contra a ordem econômica.
O descumprimento da recomendação pode resultar na adoção de medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo a propositura de ação civil pública e aplicação de sanções previstas na legislação.