Almoço fora de casa chega a R$ 55,81 em Palmas e expõe limite do vale-refeição tradicional

Para muitos trabalhadores, o valor do almoço já não cabe mais no bolso. Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) mostra que o preço médio da refeição em Palmas é de R$ 55,81, com variações que vão de R$ 41,85 no prato feito a R$ 92,17 em restaurantes à la carte. O custo supera, em diversos casos, o saldo diário disponível em modelos tradicionais de vale-refeição.

O cenário se torna ainda mais sensível quando observado ao longo do tempo. Dados do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais indicam que a alimentação fora do lar acumulou inflação de 10,14% em 2025, movimento oposto ao da cesta básica, que registrou queda de 4,17% no mesmo período. Na prática, mesmo com alguns alimentos mais baratos no supermercado, comer fora ficou significativamente mais caro para quem depende do benefício diário.

Esse descompasso evidencia uma limitação do vale-refeição tradicional, restrito a restaurantes e lanchonetes. Quando o custo da refeição sobe acima do valor disponibilizado, o trabalhador precisa complementar do próprio bolso ou reduzir a qualidade da alimentação ao longo do mês.

Nesse cenário, cresce a demanda por modelos de benefícios mais modernos e adaptáveis, que permitam às empresas estruturar soluções com maior flexibilidade de uso e melhor aproveitamento do valor concedido, ampliando a utilidade prática do benefício para o colaborador.

A Vólus, especializada em benefícios corporativos, atua com soluções que ampliam essa experiência oferecendo cartões de diversas modalidades, com gestão por aplicativo e versão digital. A proposta é adaptar o benefício às necessidades do trabalhador, ao mesmo tempo em que oferece às empresas mais controle, transparência e eficiência na administração dos recursos.

Para o vice-presidente da Vólus, Antônio Rodrigues de Faria, a mudança reflete uma transformação na forma como as empresas cuidam das pessoas. “Quando o benefício acompanha o custo real de vida e oferece liberdade de uso ao colaborador, ele deixa de ser apenas um complemento e passa a ter impacto direto no bem-estar. A flexibilidade torna o vale mais relevante para quem recebe e mais estratégico para quem oferece”, afirma.

A alta do custo da alimentação vem reposicionando o papel dos benefícios corporativos dentro das empresas. Quando conseguem acompanhar a realidade do trabalhador, deixam de ser apenas um item da folha de pagamento e passam a influenciar diretamente a satisfação, permanência e atração de profissionais, tornando-se parte estratégica da gestão de pessoas.