Vítimas do acidente aéreo que levava parte da delegação do Palmas Futebol e Regatas, do topo esquerdo, em sentido horário: o atacante Marcus Molinari, o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, o empresário Lucas Meira, o piloto Wagner Machado, o goleiro Ranule e o zagueiro Guilherme Noé — Foto: XV de Jaú/Divulgação; Caldense/Divulgação; Reprodução
Vítimas do acidente aéreo que levava parte da delegação do Palmas Futebol e Regatas, do topo esquerdo, em sentido horário: o atacante Marcus Molinari, o lateral-esquerdo Lucas Praxedes, o empresário Lucas Meira, o piloto Wagner Machado, o goleiro Ranule e o zagueiro Guilherme Noé — Foto: XV de Jaú/Divulgação; Caldense/Divulgação; Reprodução

O Palmas Futebol e Regatas prestou homenagem às vítimas do acidente aéreo que vitimou seis pessoas, entre elas quatro atletas do clube, o piloto da aeronave e o presidente da delegação. A tragédia, ocorrida logo após a decolagem, completou cinco anos neste sábado (24).

Perderam a vida no acidente:

  • Wagner Machado, de 59 anos, piloto da aeronave;
  • Lucas Meira, de 32 anos, presidente do clube;
  • Ranule, de 27 anos, goleiro;
  • Lucas Praxedes, de 23 anos, lateral-esquerdo;
  • Guilherme Noé, de 28 anos, zagueiro;
  • Marcus Molinari, de 23 anos, atacante.

A queda do avião aconteceu no dia 24 de janeiro, logo após a decolagem da pista da Associação Tocantinense de Aviação, no distrito de Luzimangues, em Porto Nacional. A delegação seguia para Goiânia, onde o Palmas enfrentaria o Vila Nova pela Copa Verde.

Nas redes sociais, o clube destacou que as vítimas “jamais serão esquecidas” e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e torcedores.

“Neste 24 de janeiro, o Palmas Futebol e Regatas relembra com respeito e saudade seus atletas e o piloto da aeronave, vítimas do trágico acidente aéreo de 2021. Aos familiares, amigos e torcedores, nosso abraço e nossa homenagem. Seguiremos honrando cada história, cada sonho e cada vida que marcou para sempre o nosso clube. Jamais serão esquecidos”, declarou o clube.

A Federação Tocantinense de Futebol (FTF) também prestou homenagem às vítimas. Antes do início da segunda rodada do Campeonato Tocantinense, foi respeitado um minuto de silêncio em todos os jogos.

Relatório aponta excesso de peso

De acordo com o relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o excesso de peso foi um dos fatores determinantes para a queda da aeronave. A investigação concluiu que o avião pode ter decolado com cerca de 300 quilos acima do limite indicado pelo fabricante.

Testemunhas relataram que o impacto com o solo ocorreu poucos segundos após a tentativa de decolagem, seguido por duas explosões. A aeronave caiu a cerca de 150 metros da cabeceira da pista. Os tanques de combustível, localizados nas asas, teriam atingido o solo simultaneamente, provocando o incêndio que destruiu a estrutura do avião.

A análise técnica descartou falhas mecânicas. Segundo o relatório, motores e hélices apresentavam indícios de funcionamento normal no momento do impacto. Testemunhas também afirmaram que a decolagem não apresentou sinais anormais, como ruídos excessivos ou fumaça.

A investigação avaliou ainda a condição psicológica do piloto Wagner Machado Júnior, considerado um profissional experiente, cuidadoso e criterioso. No dia do acidente, ele teria cumprido todos os procedimentos de rotina antes do voo.

Com a exclusão de outros fatores, a comissão concentrou a apuração no peso e balanceamento da aeronave, levando em conta bagagens, passageiros, tripulação e a disposição dos ocupantes. A conclusão foi de que o excesso de carga comprometeu a capacidade de ganho de altitude.

O relatório também aponta que a aeronave já havia sofrido danos substanciais em 2014, após um acidente em um aeródromo de Brasília. À época, a Aeronáutica concluiu que o piloto esqueceu de acionar o trem de pouso durante a aterrissagem.

Avião pegou fogo logo após cair em Porto Nacional — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação