Palácio Araguaia Jose Wilson Siqueira Campos - Foto: Carlos Eller/Governo do Tocantins
Palácio Araguaia Jose Wilson Siqueira Campos - Foto: Carlos Eller/Governo do Tocantins

Maju Cotrim – Editora Chefe Gazeta do Cerrado

O tão aguardado 2026 chegou. E chegou com o botão play acionado para um dos anos mais decisivos da história recente do Tocantins.

Entramos em um período que promete disputa acirrada nas eleições estaduais, com forças políticas em movimento, reposicionamentos claros e outros nem tanto, além de uma população cada vez mais atenta, crítica e exigente. O jogo começou e não há mais espaço para improvisos, discursos vazios ou estratégias baseadas apenas em marketing sem conteúdo.

Mas 2026 não é apenas um ano eleitoral. É, sobretudo, um ano que exige resoluções administrativas urgentes. O Tocantins chega a este novo ciclo com desafios que não podem ser empurrados para depois das urnas: eficiência na gestão pública, execução responsável de políticas sociais, fortalecimento dos municípios, equilíbrio fiscal e respostas concretas para áreas sensíveis como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento regional.

É também o ano das posturas políticas em observação. Cada gesto, cada silêncio, cada aliança e cada rompimento passam a ter peso redobrado. O eleitor não observa apenas o que se diz, mas principalmente o que se faz e como se faz. 2026 será um teste definitivo de coerência, maturidade e compromisso público.

O Tocantins precisa, mais do que nunca, de maturidade política e administrativa. Precisa de lideranças que compreendam que vaidades pessoais não constroem Estados fortes. Precisa de gestores que entendam que governar é decidir, assumir responsabilidades e enfrentar problemas reais, e não apenas narrativas convenientes.

Há, sim, perspectivas otimistas e positivas. O Tocantins tem potencial econômico, vocação produtiva, diversidade cultural e uma população trabalhadora que sustenta este Estado todos os dias. Mas nenhuma perspectiva se concretiza sem planejamento, diálogo institucional e respeito à inteligência da sociedade.

Que 2026 seja o ano em que a política tocantinense eleve o seu nível. Que o debate seja firme, mas responsável. Que a disputa seja dura, mas limpa. E que, acima de tudo, a população esteja no centro de todas as decisões, e não apenas nos discursos de campanha.

O play foi dado. O Tocantins entrou em cena. Agora, cada ator político será avaliado pelo seu roteiro, pelas suas escolhas e pela sua capacidade de transformar poder em resultado.

Porque, no fim das contas, não se governa para vencer eleições, governa-se para melhorar a vida das pessoas.